terça-feira, 29 de julho de 2008

Seu mapa astral Geek!

Eu nunca fui fã de revistas Capricho, e em especial as odiava mais, por causa dos testes que elas traziam (aliás... trazem! elas ainda existem!). Sempre, sempre, sempre considerei esses testes muito idiotas. Mas nesta última semana me vi impelido a realizar um questionário que me lembrou muito as perguntinhas ridículas dos editores da Capricho. Na verdade, não é um teste para saber se você 'beija bem', ou se você 'vai ter chance com alguém'.. nada disso... é um teste para saber qual seu signo Geek!
O Blog Ócio 2007 sempre traz novidades excêntricas e testes interessantes, mas essa semana ele se superou lançando na internet um pequeno aplicativo Excel que traça seu Mapa Astral Geek!
Interessante, legal, genial!

Meu signo geek é o GIGANTE ESMERALDA, parece nome de carta de Magic, mas na verdade é um tratamento carinhoso ao Hulk, o qual nunca tive grande fascinação.
Meu elemento é água com radiação gama e meu regente é Mago, com tendências a Harry Potter (sempre adorei HP).
O planeta é Cybertron.. um dos planetas do seriado até legalzinho Transformers.. o desenho é mal feito, mas o roteiro é legal.

Enfim.. o teste é interessante. Confesso que, apesar de ter gostado, senti mais prazer em reconhecer os atores envolvidos no resultado do que no próprio ato de realizar o teste.
Segue o link para quem quer fazer:

Ócio 2007 – blog do Office com downloads divertidos > Home ( DNN 3.3.7 ) - HORÓSCOPO GEEK – APLICATIVO E SELO PARA BLOG
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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Comentando o artigo "It's not the Gates, it's the bars" de Richard Stallman

Comentário genial do colega de pós-graduação Tony Alexander a cerca do artigo "It's not the Gates, it's the bars", escrito pelo papa e 'xiita' do Software Livre Richard Stallman.

(link para o artigo: http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/7487060.stm)

"Acho que o Stallman somente esquece de uma lei de mercado que serve para qualquer produto: oferta e demanda. Empresas de software apenas venderam e vendem ainda hoje software por que existe quem compra, e por que até há alguns anos não existia nenhum substituto livre a altura. Eu lembro muito bem da primeira vez que ouvi falar em Linux e tal. Foi na faculdade em 99. Naquela época, a Internet engatinhava, pelo menos para os brasileiros. A primeira vez que ouvi falar em Internet foi em 96 +-. E do começo dos anos 80 até o Linux se tornar pelo menos usável, algo que aconteceu a poucos anos, quem forneceu o software que as empresas e pessoas necessitavam, se deu muito bem. É ridículo e inútil ficar gritando para empresas gigantes de software, "Ei, pare de vender software! O software deve ser livre! Abra seu código fonte!", pois elas somente vão fazer isso quando seu mercado começar a diminuir e elas tiverem que mudar seus modelos de negócio, e isto está acontecendo.O problema está na liberade do conhecimento? Se o conhecimento fosse livre, ninguém receberia mais por estudar mais, por ter um título qualquer. Só não imaginemos que não se precisa de conhecimento para se desenvolver um software bom. O engenheiro que estudou 12 anos para se tornar doutor, às vezes ganha muito somente pela responsabilidade de que se algo der errado, existir um culpado. Não diferente de quem escreve um software e vende (falando de uma empresa idônea). A partir do momento que ele assume que desenvolve, que tem os direitos, e que vende, é responsável, assume o risco. Diferentemente do software livre, pois quem assume o risco é o utilizador, não o desenvolvedor. Para muitas empresas não é interessante assumir riscos.O problema é ficar achando que o software livre é bonzinho e o proprietário é o demônio. Quem pensa assim não consegue ver de maneira ampla, só vê as árvores, não a floresta. O software bom é aquele que me dá o melhor custo/benefício. Por incrível que pareça, hoje existem vários radicais promovendo um “apparteid” do software, desfilando seus MacBook Air se gabando que usam software livre e pagando de quem usa proprietário. Só se esquecem que o valor real, (material, físico), do seu MacBook é uma fração do que eles pagaram. O que vale é a marca (maior parte do valor), a tecnologia/conhecimento e a mão-de-obra embutidas. E porque ninguém se revolta quanto a isso? E outra, se fulano quiser pagar por software proprietário, direito dele, azar o dele.Eu tive a oportunidade de assistir a palestra do Stallman na Latinoware, ano passado. Pessoalmente, mesmo seu intuito sendo nobre, ele força a amizade.Eu uso software livre, gosto de compartilhar o que escrevo, mas não por que o SL é bonzinho. Muitos dos desenvolvedores de SL se contentam com a fama, já outros são mais pragmáticos, e sabem que quanto mais compartilharem, mas se beneficiarão. É realmente muito legal ver surgir um software de uma simples discussão técnica, pelo desafio, eu adoro isso. Não levando em conta o custo/benefício do Estado deixar de comprar licenças de softwares que existem na “versão” livre, se alguém quiser vender e alguém estiver disposto a pagar, boa sorte! Eu prefiro gastar na churrascaria!Temos que deixar o preconceito de lado e cantarmos juntos (parafraseando o Tiririca):“Ele usa Windows, mas é meu amigo,“Usa Adobe, mas é meu amigo,“Desenha no Corel, mas é meu amigo,“Ele pode ter MSN, mas é meu amigo”Algumas perguntas retóricas:Ficar rico por enxergar e aproveitar oportunidades é crime?Alguém já foi forçado a comprar algum software na vida?Por que um escritor recebe pela sua imaginação, e isso não é tão ruim assim?A verdadeira liberdade inclui até mesmo a liberdade de se comprar, se quiser."

Minhas Considerações:

Excelente o ponto de vista. Na verdade, é o que eu chamaria de estágio IDEAL, o ponto de vista que todos deveriam ter. Mas, levando-se em consideração o cultural e psíquico amor que usuários tendem a sentir por um software em específico, as vezes fica difícil aplicar essa decisão sempre. No estágio REAL, me percebo em certos momentos, em uma discussão ferrenha defendendo um software ou uma tecnologia apenas por apego, apesar de saber que o certo seria avaliar os custos e benefícios. No entanto, considero natural o comportamento. Numa produção cultural, como software é, naturalmente existe apreço pela obra. Sou fã de Tolkien, sou fã de Cidadão Quem, sou fã de Star Wars, e como outros, mesmo que o software seja técnico demais, sou fã do Office, C# e plataforma .NET.

Gostaria que Stallman lê-se este comentário...
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