terça-feira, 30 de setembro de 2008

Quando vou poder usar o teletransporte?


Desde que a roda foi inventada, há mais de 5 mil anos, as pessoas têm criado novas maneiras de viajar mais rápido de um lugar para o outro. A carruagem, a bicicleta, o automóvel, o avião e o foguete foram inventados para diminuir o tempo que se gasta para chegar aos destinos. Mesmo assim, todas essas formas de transporte têm o mesmo defeito e elas requerem que você percorra uma distância física, o que pode levar de alguns minutos a muitas horas, dependendo dos pontos iniciais e finais.

Mas, e se existisse uma maneira de ir da sua casa ao supermercado sem ter que usar um carro ou do seu quintal para a estação espacial internacional sem ter de usar uma espaçonave? Existem cientistas trabalhando neste tipo de viagem. Ela combina propriedades das telecomunicações e dos transportes para criar um sistema chamado teletransporte. Vamos conhecer experimentos que conseguiram teletransportar fótons. E também descobrir como poderemos usar o teletransporte para viajar a qualquer lugar e a qualquer hora.

O que é o teletransporte
O teletransporte envolve a desmaterialização de um objeto em um ponto e o envio das configurações atômicas deste objeto para outra localidade, onde ele será reconstruído. Isso significa que o tempo e o espaço pode ser eliminado na viagem. Podemos nos transportar para qualquer lugar de forma instantânea, sem precisar percorrer uma distância física.

Muitos já conhecem a idéia do teletransporte e de outras tecnologias futuristas através da série de televisão Star Trek (1968-69), baseada em contos escritos por Gene Roddenberry. Os espectadores ficaram maravilhados com as viagens interestelares do Capitão Kirk, Spock e Dr. McCoy, e como eles se teletransportavam pelo universo.

Em 1993, a idéia do teletransporte saiu do campo da ficção científica e entrou para o mundo da possibilidade teórica. O físico Charles Bennett e um grupo de pesquisadores da IBM (em inglês) confirmaram que o teletransporte quântico era possível, mas somente se o objeto transportado fosse destruído. Esta revelação, anunciada em março de 1993 por Bennet, no encontro anual da American Physical Society (em inglês), aconteceu um pouco antes da publicação do relatório das suas descobertas na edição de 29 de março de 1993, da Physical Review Letters (em inglês). Desde aquela época, experiências utilizando fótons mostraram que o teletransporte quântico era, de fato, possível.

Teletransporte: experimentos recentes
Em 1998, físicos do California Institute of Technology (Caltech) (em inglês), junto com dois grupos europeus, transformam as idéias da IBM em realidade ao transportar com sucesso um fóton, uma partícula de energia que carrega luz. O grupo Caltech conseguiu ler a estrutura atômica de um fóton e enviou esta informação em 1 m de cabo coaxial para criar uma réplica deste fóton. Como tinha sido previsto, o fóton original não existia mais depois que a réplica foi feita.

Durante o experimento, o grupo Caltech conseguiu contornar o princípio da incerteza de Heisenberg, a principal barreira para o teletransporte de objetos maiores que um fóton. Este princípio diz que você não pode saber, simultaneamente, o local e a velocidade de uma partícula. Mas se você não sabe a posição da partícula, como pode teletransportá-la? Para teletransportar um fóton sem violar o princípio de Heisenber, os físicos da Caltech utilizaram um fenômeno conhecido como entrelaçamento. No entrelaçamento, pelo menos três fótons são necessários para realizar o teletransporte quântico.

* Fóton A: o fóton a ser teletransportado
* Fóton B: o fóton de transporte
* Fóton C: o fóton entrelaçado com o fóton B

Se os pesquisadores tentassem olhar o fóton A de perto sem o entrelaçamento, eles poderiam provocar uma colisão e, conseqüentemente, modificá-lo. Ao entrelaçar os fótons B e C, os pesquisadores podem extrair informação sobre o fóton A. O restante da informação seria transferida para o fóton B por meio do entrelaçamento e depois para o fóton C. Quando os pesquisadores aplicam a informação do fóton A no fóton C, eles podem criar uma réplica exata do fóton A, porém, este fóton deixa de existir da maneira como existia antes da informação ser enviada para o fóton C.

Em outras palavras, quando o capitão Kirk se teletransporta para um planeta alienígena, uma análise da sua estrutura atômica passa pela sala de transporte para o destino desejado, onde a réplica do Kirk é criada e o original é destruído.

Um experimento de sucesso foi realizado na Universidade Nacional da Austrália, quando os pesquisadores teletransportaram um raio laser.

O mais recente experimento de sucesso em teletransporte ocorreu em 4 de outubro de 2006, no Instituto Niels Bohr, em Copenhagen, Dinamarca. O Dr Eugene Polzik e sua equipe teletransportaram informações armazenadas em um raio laser, em uma nuvem de átomos. De acordo com Polzik: "é um passo adiante, pois pela primeira vez envolveu o teletransporte entre luz e matéria, dois objetos distintos. Um é o portador da informação e o outro é o meio de armazenamento" (CBC). A informação foi teletransportada por 0,5m.

A idéia de criar réplicas e destruir originais ainda não é atrativa para as pessoas, mas o teletransporte quântico pode ajudar a computação quântica. Estes experimentos com os fótons são importantes para o desenvolvimento das redes que distribuem informação quântica. O professor Samuel Braunstein, da universidade de Wales, em Bangor, criou uma rede chamada "internet quântica". Esta tecnologia pode ser usada um dia para construir um computador quântico que tem taxas de transmissão de dados muitas vezes mais rápidas que o computador mais moderno.

Teletransporte de pessoas
Ainda estamos longe do desenvolvimento de uma máquina de teletransporte como a que aparece na série Star Trek. As leis da física podem até impedir que exista um teletransportador que envie uma pessoa, instantaneamente, para outro lugar. Isso precisaria ser feito na velocidade da luz.

Para uma pessoa ser teletransportada, uma máquina teria que ser construída para identificar e analisar todos os 1028 átomos que formam um corpo humano, o que significa mais de um trilhão de átomos. Esta máquina teria que enviar essa informação para outro lugar, onde o corpo da pessoa seria reconstruído com precisão. As moléculas não poderiam estar 1 mm fora do lugar, já que isso poderia deixar a pessoa com graves defeitos neurológicos ou fisiológicos.

Nos episódios de Star Trek (Jornada na estrelas) e nas outras séries que surgiram depois, o teletransporte era feito por uma máquina chamada transportador. Esta máquina era, basicamente, uma plataforma onde ficavam os personagens, enquanto Scotty operava os controles. A máquina analisava cada átomo da pessoa na plataforma e usava uma onda transportadora para transmitir estas moléculas para onde a tripulação quisesse ir. Os telespectadores testemunhavam o Capitão Kirk e sua tripulação desaparecerem e reaparecerem instantamente em um planeta distante.

Se essa máquina existisse, seria improvável que a pessoa transportada fosse realmente "transportada". Funcionaria mais ou menos como uma aparelho de fax. Uma réplica da pessoa apareceria do outro lado da transmissão. Mas o que aconteceria com o original? Uma teoria sugere que o teletransporte deveria combinar clonagem genética com digitalização.

Nesta clonagem biodigital, os tele-viajantes teriam que morrer. Seus corpos e mentes originais deixariam de existir. A sua estrutura atômica seria copiada para outra localidade e a digitalização recriaria as memórias, emoções, esperanças e sonhos dos viajantes. Então eles ainda iriam existir, mas em um novo corpo, com a mesma estrutura atômica do corpo original e programado com a mesma informação.

Como todas as outras tecnologias, os cientistas continuam a melhorar a idéia do teletransporte até que se torne possível utilizá-la sem métodos tão agressivos. Um dia, um dos seus descendentes vai terminar um dia de trabalho num escritório espacial situado a milhões de anos-luz da Terra e falar para o seu relógio de pulso transportá-lo para casa, no planeta X. Quando ele terminar de pronunciar estas palavras, já vai estar sentado à mesa de jantar.

fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/teletransporte.htm

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

De volta ao mundo dos games!


Um dedo! Dois dedos! Três, Quatro! Dois ao mesmo tempo! Três ao mesmo tempo e na sequência mais dois! Tum Tum Tum! Haaa... cãimbra!

Conheci video game com o Master System e Sonic. Joguei muito na casa de uma prima Sonic The Hedgehog, Chapolim e Mogli. Fiquei encantado e viciado com o tal do jogo eletrônico. Foi, de fato, amor a primeira vista. No entanto, tive minha fase de ouro nos video games quando descobri o SNES. Esse console da era 16 bits da Nintendo que, sob o selo da gradiente, foi vendido no Brasil há uns 5-10 anos atrás. Lembro-me bem da locadora perto de casa. Era aficcionado. Gastava TODO o meu dinheiro lá. Até que um dia, ganhei um de presente e posso garantir, esse deve ter sido um dos dias mais felizes da minha vida - lógico que no contexto da época. Me diverti muito com títulos do tipo Ultimate Mortal Kombat 3, Super Mario World, Donkey Kong 3, TopGear, Street Fighter.. e tô citando somente os famosos e pops.. existiam títulos menos conhecidos que eu adorava. Passava horas a fio ligado na tela da TV. Tinha um caderninho onde eu anotava dicas, truques e uma lista de todos os 169 cartuchos que eu já havia finalizado. Lembro-me bem desse número: 169.. é.. eu era bom mesmo :)

Depois entrei na era do Playstation, joguei bastante também.. Castlevania Symphony of The Night é meu título predileto na plataforma 32 bits. Mas também adorava Tekken 3, Need For Speed nos seus primórdios, Tony Hawks Pro Skater, dentre vários outros. Até que aconteceu o rompimento Ciniro - Games. Eu não tinha mais saco pra jogar video games.. não sei o que aconteceu.. acho que os consoles apartir de 64 bits ficaram muito caros, os jogos muito complexos, e principalmente as franquias que antes faziam sucesso e tinham um público cativo (no qual eu me incluia) começaram a ramificar demais seus produtos. Os games de cunho comercial passaram a ir pro mercado visando lucro e não qualidade. Uma série de Mortais Kombat vergonhosa como Mithologs.. Shaolim sei lá o que.. Streets Fighter EX, Alphas, Turbos... e até Marios, Warios, Luigis e Tods 1,2,3,4 Apocalipse, O Retorno! Poxa, os títulos estavam ficando com os nomes grandes, feios e as histórias que acompanhavam os games estavam se deteriorando. É claro que nesse meio tempo muita coisa boa apareceu como o próprio Castlevania que eu já citei e outros como Final Fantasy, GTA e tal.

Enfim. Desgostei do video game. Achei que nunca mais iria voltar a jogar. Até que um dia, resolvo entrar numa locadora, e vejo nada além de um braço de guitarra em movimento, bolinhas coloridas explodindo e um modelo tosco 3D dando uma de vocalista ao fundo. Aquilo era um contrato de novo elo. Eu acabava de ouvir o garoto com o controle na mão dizer: "Que jogo tosco, não funciona. Olha aqui.. (apertando todos os botões) Pem Pam.. Pem Pem.."
Um amigo que já jogava me apresentou: Guitar Hero 2. De cara fiquei fascinado. Que excitação tocar no nível 'fácil' e com o 'baixo'. Viciei de cara. E após alguns poucos dias, estava fritando dos dedos nos botões superiores do joystic do Playstation 2. Jogando no nível 'expert' e solando YYZ do Rush, War Pigs do Black Sabbath, Killing in the Name do RATM e minha predileta (a batidíssima) Sweet Child O´mine do Guns N´Roses.

Tenho muitas preferências egoístas quanto ao game: Só jogo no expert, sou sempre o cara da guitarra, não jogo duetos com pessoas que não dominam o conjunto guitarra-expert e claro.. sou sempre o player 1. Me acho tanto, jogando isso que já tenho rivais. Gosto de desafiar.. sei que existe mais ainda não encontrei quem bata meu recorde em Swwet Child O´mine: 236.000 pontos!
O fato é que, apesar de tanta exaltação, estou enferrujado, joguei muito a um tempo atrás e agora parei um pouco. Tenho feito algumas experiências com títulos para PC como Guitar Rage e Guitar Zero.. ambos são péssimos! Não agradei em nada, fiquei mal acostumado com o original. Joguei recentemente o Guitar Hero III para PC, no entanto, o jogo não funciona bem. Existe uma opção que determina o lag do vídeo e do áudio para se ter idéia...

No mais, é bom estar de volta a frente da TV pra jogar video game, como eu fazia antigamente.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Provavelmente o vídeo mais engraçado que eu vi em 2008!

Por favor, assistam! Juro que compensa! Não é perca de tempo!

Há uns dois meses atrás, quando eu assisti ao clipe da dança do quadrado eu realmente achei que aquele seria um vídeo insuperável e que eu, provalvemente, não veria nada mais engraçado que aquilo no restante do ano. Para minha surpresa e profunda alegria o 'achismo' não procedeu. Me deparei nesta semana com a coisa mais tosca que eu podia ver em 2008. O clipe é da música 'I wanna love you tender, reparem na qualidade dos dançarinos, na criatividade no trabalho com a única câmera do estúdio e na expressão teatral dos cantores. Muito bom! Bom demais!

Com vocês: O pior clipe do mundo!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O POSCOMP me avalia e eu, agora, avalio o POSCOMP.


Na semana passada, dia 14 de Setembro, a Sociedade Brasileira de Computação (SBC) realizou simultaneamente em todo o país o Exame Nacional de Pós-Graduação em Computação (POSCOMP). Provavelmente a prova técnica coletiva mais complexa, abrangente e exigente do Brasil. Repetindo a fórmula dos anos anteriores e não contrariando as expectativas acerca do nível de dificuldade, a prova mais uma vez se tornou polêmica. Pra quem não sabe, o POSCOMP está a cada ano se tornando mais e mais um artifício de avaliação decisivo nas grandes universidades para avaliar e aprovar alunos em programas de Mestrado e Doutorado. O POSCOMP já é critério único da avaliação escrita em instituições como a USP, Unicamp, INPE e até a nossa mineira UFMG. Eu estava lá marcando presença e pude conferir que todos os comentários, que antes considerava exagero, realmente tem fundamento.

Bem, sai de Medeiros as 4 da manhã de moto, depois de fuscão, em uma viagem de 3 horas chegarmos à Lavras. No campus da UFLA poucas pessoas estavam presentes para realizar o exame. No máximo 30.

O POSCOMP, como nos anos anteriores, traz três cadernos de prova: Tecnologia da Computação, Fundamentos da Computação e Matématica. Com, respectivamente, 15, 40 e 15 questões em formato múltipla escolha cada. A prova de tecnologia foi definitivamente a menos complexa, acho que por tratar de temas mais permeáveis ao mercado e definidos no dia-a-dia do estudante-empregado essa prova se mostrou de mais fácil compreensão e logo, resolução. Temas como banco de dados e engenharia de software deram uma equilibrada no número de questões fáceis com difíceis. No entanto, as questões que tratavam de análise gráfica e processamento de imagens se mostraram muito complexas. A prova de fundamentos, maior é com certeza a mais demorada é o foco do exame. Nesta que, mesmo trazendo questões mais brandas sobre orientação a objetos, linguagens, estrutura de dados, álgebra booleana e circuitos, foi a prova mais complexa do exame. Grafos, matemática computacional, autômatos, arquitetura, IA, sistemas operacionais e compiladores foram os temas mais criticados nos fóruns e discussões pela internet em que participei. A prova de matemática, ao contrário de outros anos, foi a menos debatida. Sempre houveram críticas sobre a dificuldade e aplicabilidade da prova no exame. No entanto, gostei da prova, questões diretas que exigiam mais raciocínio lógico do que fórmulas. Ou seja, uma prova mais adaptada a realidade do 'computês'.

Em geral, o exame, do meu ponto de vista, avalia quase nada da qualidade técnica e realidade dos nossos alunos. Você sai do local de prova se perguntando o que a SBC quer realmente com uma prova tão abrangente em conteúdo e, ao mesmo tempo, tão específica ao se cobrar detalhes minuciosos nos temas cobertos por essa abrangência toda. A prova é sim, muito complexa, mas como em todo exame, existem questões fáceis, médias e difíceis. Após a realização do exame e navegando pela internet é fato que o descontentamento geral dos candidatos existe. Na comunidade 'POSCOMP' do orkut a discussão sobre a prova de 2008 já atinge o número de 150 posts em 5 dias, em geral as pessoas querem ver a média nacional. Nos últimos anos essa média está em torno de 20 acertos para 50 erros, ou seja, apenas 28% de aproveitamento. Um número baixo.

Existe uma polêmica em torno do POSCOMP que diz que essa prova está para se tornar a OAB dos engenheiros de computação, cientistas da computação, tecnólogos em análise e desenvolvimento de sistemas e analistas de sistemas. Para mim, pode até ser que isso venha a acontecer. Eu não sou contra o exame. Apoio e gosto da sistemática gerada. No entanto a prova, sem dúvida, precisa ser revista.

Quanto a logística, neste ano especificadamente, problemas com locais de prova aconteceram e foram avisados apenas por e-mail um dia antes! Não existe também uma ficha de inscrição ou qualquer comprovante confirmando a inscrição.
Por fim, como diz um amigo meu, a sensação que se tem após o exame é que o único, único intuito da SBC com o exame não é criar um critério de avaliação para programas de pós-graduação, e sim, identificar gênios.

PS: Só mais uma coisa, é detalhe.. mas enfim.. a qualidade da logomarca do POSCOMP usada no site da SBC está terrível. Dá uma sensação de amadorismo. Se alguém da SBC ler isto, por favor, aumente os DPI´s da figura. Aliás, mude o site todo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Vídeo Pornô Mecha? Não, apenas um scanner de livros.

A primeira vista você não vai saber o que é.. depois repara na forma como essa máquina trabalha estranho.. não, não é um vídeo pornô ´mecha´... essa máquina não é o único mas é o melhor escaneador de livros do mundo, 40 páginas sem estragos ao livro. 40 mil dólares é o preço. Hehehe