quinta-feira, 28 de maio de 2009

Lembrança e opinião: O que eu acho de festa junina?

Há Junho!

Junho é um mês atípico e especial para os medeirenses em geral. Neste mês a cidade, implicantemente pequena e bucólica adora entrar em povorosa para comemorar toda e qualquer festividade que lembre fazenda, mato, truco, bicho e outras "jeca-tatuzices" mais. E eu, como bom medeirense que sou, simplesmente amo isso tudo.
Antes da oitava série, até os 14 anos anos mais ou menos, sempre, sempre, todos os anos, eu esperava o mês de junho ansiosamente para poder entrar no clima das festas. Forrozeiro nato eu gosto demais até hoje de beber canjica e dançar quadrilha.
Foi lá em Medeiros, no pátio da já velha "Escola Estadual José Sabino da Paixão" que era dispensado das aulas de matemática e português para com uma coleguinha dançar quadrilha.
Fala sério! Quadrilha é bom demais!

E modestia a parte... eu dança quadrilha muito bem. Sempre era convidado para dançar na quadrilha dos grandes rsrsrs. Para quem num entende isso, essa conversa de "dançar quadrilha com os grandes" quer dizer que eu era pequeno e bonitinho e, além disso, dançava bem e por isso, merecia uma dama mais velha para dançar quadrilha com os "Master Quadrilhation Advanced Dancers". Sim, isso dava muito status quo.

Fazer aquele bigode antes de sair de casa com lápis preto com tinta preguenta e de cheiro ruim era o melhor. O tal bigode ficava na cara até 3 dias depois da festa. Eu gostava tanto do pastel da mãe do Daniel, a Vilma. Ela era a cantineira. Gostava de correr e sentir o vento gelado no rosto, afinal era noite e essa não era hora de criança estar fora de casa, exceto quando tivesse festa junina. O "pito de palha" que ficava no bolso da camisa xadrez proibido de fumar e o vontade de beber quentão só pra saber como era. No fim da festa, depois de tanto forrozinho sempre aparecia um ou dois "correios elegantes" vermelhos em formato de coração assinado, no meu caso, ou pela Selminha.. ou pela Pauline.. ou por uma tal Admiradora Secreta. Tenho alguns até hoje.

Depois que a gente cresce fica só na vontade. Ano passado não dancei quadrilha, queria muito dançar esse ano, mas tô muito tímido pra arrumar uma dama. Enquanto isso vou lembrando e rindo sozinho da "roda grande", do "tu", do "re-tu", do "caminho da roça", do "voa andorinha", de mim, delas, de vocês... do meu "par de visavi"

3 Comentários - :

Gregório disse...

Pra mim a melhor festa típica é a Festa Junina!
Nada melhor que dançar quadrilha e comer pipoca e amendoim!

Patrícia Namitala disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Patrícia Namitala disse...

Ow, eu adoro o que você escreve! É muito bom. Só lembrando: aqui em Beagá tem Festa junina também, com quadrilha e tudo mais, sem dama você não vai ficar! Pode ter certeza que eu cuido disso.
Ah, e claro que seremos muuuito amigos aqui. Vamos conhecer muitos lugares bacanas e conhecer muita gente interesante! Prometo. Beijão e espero ansiosa por você.
PS.: Se precisar de um cantinho... aqui em casa é igual coração de mãe, sempre há um espaço para mais um.
Bjão

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