quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Os amigos que perdemos ao longo da vida

Esse é um post que eu só poderia escrever nesse momento. Em nenhuma outra parte da minha vida até então eu teria maturidade suficiente para conseguir confabular sobre o assunto que vou tratar a seguir. Não que maturidade seja alguma coisa mensurável, maturidade inclusive é uma caracteristica que a gente despreza ao longo dos anos simplesmente por achar que isso é uma balela. Contudo, é só lá na frente que percebemos que ela de fato existe. E mais, percebe que ela é realmente importante. Dá serenidade.

O ser humano tende a se misturar em diversos bandos de tempos em tempos. Perdi as contas de quantas vezes pensei que para sempre poderia confiar em certas pessoas, ou até estava com toda a certeza consciente de que apartir de dado momento eu iria trilhar meu caminho com os amigos do momento. Mas com o tempo vemos que a célebre frase “os amigos mudam” é uma coisa mais que verdadeira.

Antes dos 18 uma roda social, depois dos 18 outra roda social, apartir dos 20 outra roda social, depois dos 23 outra roda social... rodas sociais a vida toda. Rodas sociais, redes sociais, redes virtuais.. associações.


Não existiu pra mim um momento para mudar de amigos, tudo aconteceu e acontece ainda em decorrência do destino e dos caminhos que cada uma das pessoas trilham. O fato de você se associar por si só já é uma coisa muito arriscada. Considero que ao devotar confiança as pessoas a sua volta você automaticamente perde o livre arbítrio e o controle sobre a sua expectativa e condição de ser uma pessoa feliz.

A pessoa de muitos amigos confiáveis não é sempre uma pessoa feliz, aliás nunca será.

Bom, cada caso é um caso, mas reflitam. Se você se associa a uma pessoa de forma a se importar realmente com ela por consequencia não são somente os seus atos que vão determinar o seu bem estar, logo você estará a mercê de se tornar uma pessoa infeliz em decorrência do comportamento de outrem.

Para ilustrar, imagine você desenvolver ao longo de toda a sua vida um grandioso laço de confiança com uma pessoa e por ela devotar importância. Depois esta pessoa resolve que vai começar a beber, ou sei lá.. fazer teatro, ou se mudar para bem longe, não importa o motivo. Independente do que for, você estará sujeito a não gostar das atitudes desta, e aí o que sobrará para você é uma desconfortável balança na qual pesa-se de um lado o carinho e a necessidade de tê-la ao seu lado e do outro as atitudes e os comportamentos dela que lhe ferem.

Passamos a vida toda pesando na balança essas duas características. E assim, pelo menos em minhas conclusões, deixamos pouco a pouco de lado a importância que deveríamos dar em nós mesmos, ou seja, deixamos de lado o objetivo principal, estar feliz.

Esse pode ser um pensamento prepotente e miserável, um pensamento inimigo, aquém e contrário ao que pensam apaixonados ou indivíduos que nutrem verdadeiras amizades. Contudo, não é esse o ponto que quero chegar.

A forma correta de associação seria sempre delimitar uma linha de intimidade. Um máximo possível de invasão em território alheio. Um limite que permita viver tudo que for possível de forma agradável sem se colocar numa posição de vício, necessidade e ainda assim, manter a qualidade no fato de estar junto, compartilhar momentos e dividir sentimentos.

Provavelmente é mais fácil para o ser humano se deixar levar, entrar de cabeça no outro. Mas essa não é a fórmula que vejo para o sucesso na associações. E deve ser por isso mesmo que como muita gente também sofri muito em vários momentos por deixar lugares, deixar pessoas, deixar ocasiões. Ser deixado em lugares, ser deixado por pessoas e ver ocasiões felizes se esfalecerem no ar por pura necessidade de “sempre”.

Hoje entendo que não é fácil encontrar essa linha de limite no próximo. E quando encontra-se você ainda assim estará sujeito as dificuldades que qualquer relacionamento impõe. E logo, não estará mais sendo senhor de sua expectativa de felicidade. O mais fácil é entender que os amigos passam, e quando isso for necessário é melhor ainda entender que outros amigos vão aparecer e que sofrimento, como tudo, também é momento.


A boa notícia é que por todas as turmas por quais passamos sempre deixamos algo gravado na memória, e para alguns indivíduos destas turmas a memória se torna uma verdadeira amizade com linha de limite definida e uma balança de necessidade mútua totalmente estável. É como uma seleção que se dá de forma natural.

Não procure amigos definitivos, viva o momento junto com cada um deles, a vida vai te dizer depois de muito tempo quem deverá ficar ao seu lado e quem deverá sair, não importa o que você faça agora ou que faça depois. Isso é uma verdade universal não importa onde você esteja.

Obrigado a todos os amigos que fiz em 2010.
Obrigado a todos os amigos que fiz ao longo de toda a vida.
E obrigado a todos os amigos meus que ainda meus amigos são.

Feliz ano novo a todos vocês!

PS: Post escrito em Medeiros, sentado no sofá da sala depois de sair na praça e não encontrar nenhum dos meus amigos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Virada de mesa


Em 2004 eu estava trabalhando de servente de pedreiro na rede esgoto da cidade de Medeiros...

Em 2010 sai no Diário Oficial da União a seguinte nota:

"PORTARIAS DE 30 DE NOVEMBRO DE 2010

O REITOR DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MINAS GERAIS, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Estatuto da Instituição, aprovado pela Resolução nº. 7, de 31 de agosto de 2009, do Conselho Superior do IFMG, publicado in DOU de 2 de setembro de 2009, Portaria do Ministério da Educação n° 7 de 08 de janeiro de 2009, publicada in DOU de 8 de janeiro de 2009, Seção 2, e considerando o disposto no artigo 10 da Lei 8.112/90, e com base na autorização dada pelas Portarias nº 11/10/MEC, nº 988/10/MEC de acordo com Edital nº 005/2010, de 30/03/2010, publicado no DOU de 31/03/2010, homologado em 01/07/2010, resolve (n844):

Art. 1º. NOMEAR, em caráter efetivo, sob o Regime Jurídico Único, instituído pela Lei nº 8.112, de 11/12/1990, publicada no DOU de 12/12/90, conforme Processo nº 23208000869/2010-DV, CINIRO APARECIDO LEITE NAMETALA, habilitado e classificado em 3º lugar no Concurso Público de Provas e Títulos para a Carreira de Magistério, no Cargo de Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, Classe D1, Nível 1, no regime de trabalho de 40 horas com Dedicação Exclusiva. Código de vaga nº 0841678, para o IFMG - Campus Avançado de Ouro Preto na cidade de Betim. 

Art. 2º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação."

Obrigado Deus!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Lei do Ego Acadêmico



O ego de um acadêmico é inversamente proporcional ao tamanho do bloco de arrastar que compõe a barra de rolagem do seu respectivo currículo lattes.


Metodologia de Coleta de Dados

1º - Meça a altura do bloco de arrastar para coletar o parâmetro h:


2º - Com ausência do bloco de arrastar na barra de rolagem o parâmetro "ego" é dado como 0 (zero).

3º - A existência da barra de rolagem com bloco tomando de 95,00 a 99,99% do espaço da barra define o parâmetro "ego" como 0,10 pdt´s.

4º - Com a inserção de itens no Currículo Lattes o bloco de arrastar na barra de rolagem tende a diminuir de tamanho. Para cada 0,1% do espaço ocupado por este na barra calcule a altura "h" em milímetros correspondente.

5º - Para cada porção de milímetros contidos em 0,1% no tamanho do bloco de arrastar no intervalo de utilização de 0,1 a 94,99% com relação ao tamanho total da barra modifique o parâmetro "ego", sendo que:

0,1% a menos no tamanho do bloco é igual a mais 0,10 pdt's no somatório total de "ego".

100 pdt´s de ego podem ser observados a seguir:


PS: Primo da Tássia: Piada antiga que faz referência a expressão popular "Tá se achando!"

sábado, 11 de setembro de 2010

A Síndrome do Peter Pan Universitário

Muito me estranha entrar em uma sala de reunião, olhar para o lado e ver que aquele fornecedor ou representante da empresa super bem conceituada no mercado é um adulto com cabelo grande, barba por fazer, tatuado, brinco na orelha e fala repleta de gírias. Sim, sou conservador nesse ponto.

A universidade/faculdade é um lugar muito legal, mágico, habitada por seres estranhos muitas vezes. Na faculdade você aprende coisas que eticamente não deveria, e alguns períodos mais tarde pode até passar a ensinar essas coisas aprendidas! A fauna e flora desses lugares é tão rica que em dados momentos algumas universidades só não são confundidas com "Hogwarts" pois não ministram aulas de herbologia, apesar de alguns cismarem em estudar o assunto.


É sempre a vontade de vencer, ou formar ou agradar que motiva a população a chegar nesse lugar, no entanto algumas pessoas simplesmente esquecem desses motivos que as mantém lá e incorporam no decorrer dos períodos o tal chamado "espírito universitário". Esse esteriótipo, destorcido e difundido pela mídia nas mais diversas novelas da Globo, revistas de ajuda ao ENEM e Almanaques Estudantis Abril faz povoar nossas mentes com clássicos modelos de pobre esforçado universitário, forrozeiro universitário, loucão usuário de drogas universitário, intelectual nerd universitário, aquele tiozão mais velho que já fez outra faculdade e só está lá por hobby universitário, cabeludos indies universitários, bitchs universitárias, arrozes doces de festas universitários, presidentes chatos de comissões diversas universitários, engraçadinhos de intervalo universitários e etc, etc.... "eticétera"!

É fácil detectar pessoas assim. O universitário tem a desculpa de ser desleixado pois é fase, ele está estudando muito e não deve ter outras preocupações. Nem com seu visual! É jovem, descolado, escuta música própria, todo cheio de personalidade, conhece pessoas e repúblicas, muitos são sujos e cabeludos. Mantém  uma alimentação formada por 50% de lipídios, 45% de metais pesados e 5% de toxinas essenciais. São bizarros e tribais. Enfim, uma regressão ao período Paleolítico!

Contudo, não vou enveredar demais nesse tema. Estou aqui só para dizer que tenho vários amigos que assim foram, eu fui um pouco assim também. Mas pergunto-lhes: Não te enojam as pessoas que já passaram dessa fase, arrumaram um emprego, ganharam seu dinheiro, às vezes arrumaram até filhos e continuam impregnados com o tal do "espírito universitário"?

Não cito os que continuam estudando.. cito aqueles caras que não cortam o cabelo, continuam a freqüentar as repúblicas, passam a vida a contar histórias do passado e se sentem bem ao dar conselhos aos calouros sobre a sua épica passagem pela faculdade e sua pseudo-sabedoria universitária.

Bom, eu tenho um nome pra tudo isso. É uma doença, que daqui alguns anos vai ser descoberta e tratada por psicólogos. Chamo-a de SÍNDROME DO PETER PAN UNIVERSITÁRIO.

Essa síndrome tende a atacar 15% dos estudantes de universidade/faculdade. A maioria nem percebe que infectada foi. Mas as pessoas ao redor claramente percebem quando um doente está ali. Como naquelas situações onde você tem uma caca no nariz e ninguém te avisa, ou está falando demais e ninguém te avisa, ou sei lá, vestiu as cuecas por cima das calças e ninguém te avisa, eu peço, por favor, sejamos todos solidários e apontemos sem piedade o dedo para a cara do infeliz infectado. Diga-lhe o quanto é ridículo continuar com 26, 27, 30 anos e ainda assim achar que é um "universitário". Não amigo. você não é!

Nem que volte para a universidade, a condição de universitário como manda o figurino exige idade inferior aos 24 anos. E se idade destas o indivíduo não tem, desculpe, com certeza ele é uma vítima da Síndrome do Peter Pan Universitário!

Não sei dizer se esta patologia tem cura, carece ainda de estudos científicos o tema. Contudo aviso que, se você aí se sentiu ofendido com alguns dos meus apontamentos durante o texto e já começa a perceber que a carapuça está servindo, amigo, não tenha dúvidas, o Peter Pan Universitário é sempre um baita de um chato!

PS: Se você foi universitário e não concorda com o texto acima, certamente você deve ser um elitista não relacionável filhinho(a) de papai que chegava e ia embora num carrão não vendo 99% dos eventos mundanos do dia a dia de uma universidade.

domingo, 8 de agosto de 2010

Um pouco da minha relação com o álcool

Já dizia há muitos e muitos anos o filósofo:
"Quem nunca ficou bêbado e cismou com uma história mentirosa que atire a primeira pedra!"

Medeiros não é um lugar onde temos muitas opções de lazer, o que não quer dizer que não nos divertimos naquele lugar. Pelo contrário. Medeiros lhe dá a incrível oportunidade de criar suas próprias diversões. Contudo, muitas vezes a criatividade falta e é nesse momento que o álcool entra em nossas vidas.

Eu poderia enumerar aqui diversas e diversas ocasiões que ficaram registradas na minha história, onde bêbado  fiz o que não deveria ou, vi gente fazer o que não deveria também. Aquelas atitudes que você toma totalmente inconsciente, atitudes loucas onde você não é você. Comer baratas vivas, vomitar uns nos outros, pular de barrancos, saltar em arbustos, defecar em varandas alheias e outras coisas mais que prefiro não citar.

Em geral gosto de pensar que existem duas personalidades em mim quando bêbado fico. Uma representada por um Cinirinho capetinha, aquele dos filmes que fica no seu ombro sugerindo maldades. E a outra, um Cinirinho anjinho que fica preso em uma jaula lá no fundo das masmorras da consciência gritando no escuro quase inaudível. Não vou ficar aqui relatando histórias dessa categoria pois não quero vocês rindo mais de mim do que já o fazem, no entanto hoje, particularmente vou dividir uma dessas histórias bizarras que acabei por gravar na forma de podcast sem querer querendo.

Quem me conhece sabe que quando estou bêbado eu fico muito feliz! Dou muita moral pro tal do Ciniro capeta quando ele diz coisas do tipo:

 "HHeeeyy Sr. Ciniro!! Muahahaha! Você já está bêbado, não aguenta mais nem uma gota de álcool, que tal fazer uma loucuuuuura!?"

"Claro Sr. Ciniro capeta! O que vamos fazer dessa vez!? Muahahaha!"

E lá no fundo da minha consciência, preso e abandonado o Ciniro anjo ajuizado fica gritando: "Não! Não faça isso Sr. Ciniro..."

As situações acontecem, fogem do controle, você vai para casa e no fim de tudo acorda no outro dia quase sempre muito arrependido. Dependendo do nível de arrependimento dá até pra classificar o tipo de ressaca sofrida. A ressaca física que deixa com dores de cabeça, no estômago e outros sintomas clássicos. E a famosa ressaca moral, que leva alguns dias mais para passar. Aquela onde você fica com a consciência pesada sempre pensando "Putz! Porque fui fazer aquilo!?"

Bem, certo dia eu e uns amigos resolvemos ir para o alto de uma serra que fica bem próxima a Medeiros, lugar bonito de onde dá pra ver um horizonte vasto. Sem nada para fazer, nos acompanhou na ocasião um litro de Vodka. Depois de conversar, se embebedar, rir muito e até relembrar cantando por horas a incrível canção já esquecida do brinquedo "Macaco Tremilique" [1] resolvemos ir para a chamada "Pedra". A "pedra" é um lugar inventado no alto desta serra onde nada mais existe além de uma pedra (?). Bem, isso  não importa. O que importa é que no pé da serra existe uma pequena mata e sentado sobre esta pedra eu bêbado iniciei uma viagem fértil pelo mundo da minha imaginação. Peguei o celular de um amigo e então, jornalísticamente, comecei a gravar um podcast que trata da incrível história de como os açougueiros de Medeiros entraram em atrito com a população de cachorros da cidade. Complexo não? Eu sei, não tem nada haver. Mas ficou muito engraçado e assim, fazedor de gracinhas que sempre fui, não vou despediçar esse aúdio em alguma pasta perdida aqui do meu computador. Compartilho com vocês então a...

história da clareira, dos açougueiros, dos cachorros e muito mais

Antes de terminar gostaria só de esclarecer que não sou um bebedor de todo fim de semana, muito menos de todos os dias. Pra falar a verdade eu quase nunca bebo. Nunca fui muito apreciador da sensação de ficar fora de mim. Mesmo assim, como acontece (já aconteceu ou vai acontecer) com 99% das pessoas, em certas situações isso ocorreu. Logo, se alguma vez você me viu nessa situação eu peço, por favor, não compartilhe o momento com o resto dos internautas na área de comentários abaixo.

Grande abraço e não bebam antes de dirigir!

[1] NOTA: Eu iria colocar o link para vocês verem do que se tratava o "Macaco Tremilique". Entretanto não encontrei nada na internet, tão pouco no youtube, referente ao saudoso símio. A canção qual me refiro tocava na TV na propaganda de um brinquedo que tinha o tal do "Macaco Tremilique" como personagem principal e era muito boa. Assim, aproveitando esse post cheio de aúdios fiz uma singela e pequena gravação onde interpreto em voz e violão a música. Confira então, Ciniro Nametala interpretando divinamente totalmente acústico o tema de Macaco Tremilique.

Música tema de Macaco Tremilique


Letra pra você acompanhar

O macaco tremilique
vez em quando tem chilique
pula o galho com cuidado
pelo número do dado


Mas vê se não desequilibra 
quando chega a sua hora
o macaco tremilique
treme tudo e vai embora


Macaco Tremiliqueee...



[ATUALIZAÇÃO EM 3/12/2015 ÀS 23:58]
Séculos depois de que escrevi esse post, numa das passeadas pela internet, me deparo com a ex-extinta propaganda do Macaco Tremilique! Não é mentira! Ele existiu. Vejam a partir do segundo 59:


Como se não bastasse ainda encontro o brinquedo pra vender no mercado livre. A internet é uma maravilha. E, para finalizar, sobre a história dos cachorros e dos açougueiros, eu e uns amigos de fato andamos alguns quilômetros pela serra (inclusive dentro da mata) a procura da tal clareira. Essa não encontramos. Um álbum de fotos que mostra a caminhada pode ser visto no meu facebook.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Um voto por um sorvete: Eleições em cidades pequenas

Eleições, eleições..

Nestas eleições de 2010 votaremos para deputado estadual, deputado federal, presidente e senador. Você já definiu o seu voto? Pelo menos está pesquisando sobre isso? Ou está só esperando um santinho cair na sua mão?

Bem, eu me lembro bem da primeira vez que precisei votar. Na verdade, votei com 17 anos. Era estudante, não estava muito preocupado com isso na época. Lembro-me bem de querer parecer engajado, logo vivia dando opiniões estúpidas e sem fundamento sobre o assunto. Mesmo assim, com certa propriedade acabava por convencer as pessoas de que entendia do tema. Era o bastante pra mim.

Lembro-me de estar no CEFET-Araxá, no meio de uma aula de química com a professora gordinha, baixinha e "fofa" Eliana (vide ewoks de Star Wars O Retorno de Jedi) quando alguém disse que um ex-presidenciável sem expressão estava pra dar uma palestra no auditório. Saímos todos. Quando lá, sob a batuta do inesquecível e maluco professor de filosofia Vicente pude pela primeira vez prestar atenção de verdade no que era uma pessoa fazendo campanha.

Não me lembro em quem votei na ocasião, mas me lembro também de que pra mim, eleições nada mais eram do que uma excelente desculpa para viajar para Medeiros. Afinal, era lá onde eu votava. Nessa mesma ocasião (nunca vou me esquecer disso) percebi como as pessoas podem ser sorrateiras para conseguir o que querem. Não vou citar nomes, claro, mas um candidato a vereador, em Medeiros, certa vez chegou pra mim e disse:

"ÔOoooo Ciniro! Meu amigo! Menino inteligente! Filho do Toin e da Fatinha! Eu sou muito amigo do seu pai! Chega aqui! Dexa eu trocar uma idéia rapidinho com você..."

Eu fiz aquela cara de "Deus! Nunca falei com esse cara na vida!"
E na sequência aquela outra cara de "Deus! Ele usa meias de cores diferentes!" (Sim, as meias eram de cores diferentes - Inclusive, se você senhor ex-candidato estiver lendo esse post, saiba: Meias diferentes é coisa de preguiçoso que não quer ficar procurando o mesmo par na gaveta!)

"Meu amigo, você já fez título de eleitor?"

Eu, percebendo a intenção disse que não tinha feito.

"Então estou saindo agora para Bambuí. Tô levando outros jovens pra fazer o título"

Eu já tinha que fazer o título mesmo, então aproveitei a oportunidade e fui. Contudo, o que se passou depois disso foi muito engraçado. Primeiramente na viagem de Medeiros a Bambuí que dura em média 40 minutos o indivíduo fez praticamente um discurso dentro do carro. Defendia falando mal de outros a sua permanência na câmara de vereadores e também a necessidade da eleição do seu candidato confederado a prefeito do lugar. Traduzindo as reais intenções do motorista, o que podia se ver nitidamente era o discurso de uma pessoa totalmente sem instrução que tentava falar com outras palavras da necessidade que tinha pelo salário pago ao vereador. Numa cidade como medeiros, esse salário é um excelente complemento na renda familiar. 


Chegamos em Bambuí e fomos direto para o fórum, fizemos o título muito rapidamente. Depois disso, (acreditem ou não leitores) fomos levados para uma sorveteria. Na ocasião eram eu e mais 3 adolescentes. Pagaram-nos sorvete! Na verdade, lembrei agora! Podíamos escolher entre sorvete ou pastel. HAHAHA... O preço que haviam estipulado por nosso voto (na cabeça deles) era exatamente esse! Um sorvete ou um pastel. Eu, lógico, tomei MUITO sorvete. E pra finalizar, depois de ouvir muita lenga-lenga, na viagem de volta, fomos instruídos a votar em determinados candidatos pois além de eles serem os "melhores", eles também haviam nos proporcionado a confecção do título de graça junto com um delicioso sorvete.

Bem, chegando lá, descemos do carro e eu fui pra casa pensando no ocorrido. Tomei um banho, jantei e sai pra dar uma volta. Nessa volta encontrei um amigo que aparentava ir para algum lugar e o perguntei onde estava indo todo arrumadinho. Ele disse: "Estou indo a Bambuí fazer título.. tal pessoa vai me levar"

Adivinhem quem era a tal pessoa!? 
Isso mesmo! Exatamente a mesma pessoa que me levou. 
E assim, comecei a reparar, e sucessivamente vi durante todo aquele período em que estive em Medeiros muitos e muitos jovens indo "tomar sorvete" em Bambuí.

Muito provavelmente vocês agora devem estar se perguntando se votei de fato nessas pessoas. E a resposta é NÃO! Naquela época apesar de mais bobo do que bobo sou hoje, eu já estava tranquilo quanto a quem dar o voto de prefeito e vereador. Assim, ouvi muita politicagem, muita gente falando besteira... e pra todos, pra todos esses eu disse em tom claro e sonoro: "Pode deixar! Meu voto é seu!"
No fim, votei em quem achei que realmente devia votar.
Um sorvete por um voto
Comportamentos descarados como esse são costumes muito mais típicos em cidades pequenas do que vocês podem imaginar. Existem inúmero casos absurdos que já ouvi falar. Situações em que indivíduos votam por menos que um pastel, por menos que um sorvete. Em cidadezinhas como Medeiros é muito comum se cultivar o respeito por quem não o merece. Prova clara de um coronelismo frajuto mascarado ainda existente.
E assim, vemos ano após ano, muita gente votar não por avaliação do caráter do candidato e sim, por regalias ganhas, pressões ou modas geradas por merchandising barato.

Eu, por mais tolo que era na época, pelo menos já havia visto um presidenciável sem expressão se declarar. Conversava, mesmo que pouco na escola, sobre política local. Fazia aula de filosofia de verdade, entendia pouco de sociologia. Na pior das hipóteses tive oportunidade de conversar e relacionar com muita gente que tem no mínimo um senso questionador: Peraí, esse cara é bom mesmo ou só tô votando nele por causa dos outros? 

Ou seja, com pouquíssima instrução eu já havia me libertado de algumas amarras frouxas desenvolvidas por candidatos ladrões e gananciosos.

Mas lhes pergunto: Quantas pessoas não tem essa mínima instrução e ainda se encontram presas a essas amarras psicológicas? São muitas!

A educação (como sempre ressalto neste blog) falta! E não falta somente aos eleitores, falta também e principalmente aos candidatos. Candidatos que, nas cidades pequenas, em geral (NÃO SEMPRE!) são pessoas que se consideram engajadas, julgam conhecer profundamente o sistema, no entanto, são apenas criadores de mentiras. Pessoas que batem no peito e gritam no nada frases desconexas despertando um esdrúxulo sentimento de superioridade:

"EU SOU TAL CANDIDATO! EU VOTO É TAL NÚMERO!"

Atenção! Se a carapuça serviu saiba: Vocês não são melhores que ninguém! Sabemos o que vocês fazem para angariar eleitores como se fossem as vacas dos currais de suas fazendas! Por mais que vocês achem que não... muitas e muitas pessoas observam o que vocês fazem e falam. Nem todo mundo é bobo.


E você amigo eleitor da cidade pequena que está lendo isso. Por favor, não jogue seu voto fora! Conheça seu candidato.. qual a formação escolar dele? Quais projetos ele desenvolveu? Ele está envolvido em escândalos?
(veja aqui a lista dos deputados corruptos e seus crimes)
(veja aqui a lista de deputados que votaram contra o projeto Ficha Limpa - qual inclui o nosso já conhecido Aracely de Paula)

Esse ano, vamos votar com consciência! Não é porque o prefeito de sua cidade estampou na porta da igreja a faixa de um dito benfeitor local que você vai direto com o número dele pra urna. Não é porque o prefeito de sua cidade levou um dito benfeitor local para falar na principal festa da sua cidade que você vai direto com o número dele para a urna.

Arme-se contra esses charlatões! Conheça-os melhor! Eles representam bem você em Brasília?
Não vamos ficar dando de comer a quem não trabalha! Não vamos prolongar mandatos sem resultados na câmara e no senado! Vote em quem merece seu voto!

Pra finalizar, um frase que mais clichê não existe, contudo é realmente o certo:

NESTAS ELEIÇÕES VOTE COM CONSCIÊNCIA!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Certificação ITIL? Aprenda como passar de primeira!

Muitos sabem que numa entrevista de emprego para um cargo da área de computação em empresa privada, não é tão incomum que seu entrevistador muitas das vezes esteja se lixando para o fato de você ter porventura doutorado nisso, mestrado naquilo, artigo científico tal, projeto de iniciação científica tal ou até pós-doutorado no escambal que for... O pessoal da computação comercial não dá tanto valor nisso! Depois de experiência na área, o que eles gostam mesmo é de um "diplominha porreta" chamado CERTIFICAÇÃO.

Pra quem desconhece o termo, a certificação nada mais é que uma prova sobre determinada tecnologia, produto ou prática que, em geral, aplicada é pela empresa que desenvolve e mantém no mercado essa tecnologia, produto ou prática. O indivíduo que essa prova faz (e obtém boa nota) recebe uma "certificação". O que no mercado dá evidências de que o profissional possui conhecimentos práticos e teóricos para trabalhar com a tecnologia, produto ou prática qual ele executou o teste.

Difícil de entender? Bom, vá fazer computação então e me poupe de explicar isso... esse post é sobre ITIL!

Recentemente consegui tirar minha primeira certificação. Estudei da forma certa, fiz a prova e hoje já possuo a primeira e mais simples, porém não tão fácil assim, certificação da família ITIL.

Clássico atendente do suporte

O ITIL é uma biblioteca de boas práticas para a prestação de serviços em Tecnologia da Informação. Na essência o ITIL é toda uma teoria descrita em 5 livros escritos por técnicos desocupados da área de infra-estrutura e, provavelmente, um mentor chato da área de gerência de projetos. Cada livro contém toda uma literatura que descreve como elaborar, implantar e prestar um serviço de TI com qualidade. Dividido em etapas: Estratégia, desenho, transição, operação e melhoria continuada o ITIL descreve em cada um destes temas tudo que uma empresa (que tenha certo nível de maturidade e estrutura) precisa fazer para acabar com aquela palhaçada constante nas áreas de TI de muitas empresas:

Cliente: Alô? É do suporte?
Suporte: Pufff... hã... Sim é do suporte?     [olha para o cara do lado e diz baixo: Claro que é! Dããrr]
Cliente: Meu computador está com problema...
Suporte: Sei. Que bom pra você. [cara de ódio já!]
Cliente: Ele não abre a internet. Acho que quebrei minha internet!
Suporte: Filho, como você quebrou a internet?

Pra descontrair vejam essa piada didática-ilustrativa.

Daí pra frente vocês já sabem né?

Aplicando toda a teoria que o ITIL provê, a área de TI tende a se profissionalizar e assim espera-se que os serviços sejam prestados com maior qualidade. Diferente deste formato esdrúxulo, primitivo e jumêntico qual estamos acostumados a receber serviços hoje por aí. (vide SAC da Oi e/ou Atendimento na C&A sem porte do bendito cartão C&A)

Dai você me pergunta: Pra que fazer essa certificação Ciniro?
E eu lhe respondo:

ITIL é um conjunto de boas práticas para a prestação de serviços

1º - Primeiramente, o certificado ajuda você a apresentar evidências de que é um profissional com competência e potencial para implementar práticas de real interesse no mercado de TI, como diminuição de custos e aumento da qualidade na prestação de serviços..
2º - Um consultor ITIL hoje presta consultoria no mercado cobrando uma média de 170 reais a hora (valor estimado por mim mais ou menos aqui na época que escrevi esse texto - não confiem muito).
3º - A certificação ITIL não expira! (nem transpira)
4º - O conhecimento em ITIL é altamente aplicável, prático e de resultados rápidos. Muito reconhecido no mercado. Um excelente UP no currículo!
5º - Não é uma certificação em linguagem de programação ou banco de dados! Em outras palavras você estará habilitado a se sentir superior perante o departamento onde estão lotados os programadores. kkkkkk :)
6º - Por fim, sim, ter uma certificação é muito legal! Aquele papelzinho brilhante com seu nome impresso é incrível!

Bom, além de tudo isso, o melhor é que não existe segredo algum em tirar essa certificação. O que existem são passos a seguir. Se os fizer: Batata! Você será certificado. Então vamos lá!

A ITIL é composta de várias provas de certificação. A primeira obrigatória é a Foundations. Fazendo esta prova (e passando) o indivíduo ganha 2 pontos e estará habilitado a ir para a segunda etapa. 

Na segunda etapa ele poderá escolher dentre vários conteúdos modulares quais mais lhe interessar. Em geral cada módulo se especializa em um ramo da ITIL. Fazendo a prova destes módulos (e passando) o indivíduo acumula de 3 a 4 pontos na sua "carteira ITIL de pontos". Existem hoje no mercado 8 treinamentos da segunda etapa. Ao fazer a primeira prova e realizar algumas das provas modulares, se a pessoa somar um total de 17 pontos ela estará habilitada a ir para a terceira e última etapa. 

Nesta terceira etapa ela realizará apenas um treinamento final para obter mais 5 pontos. Por fim, somando 22 pontos a certificação conseguida é a famosa "ITIL Expert". Último nível. Não existem mais que 2 mil certificados neste nível hoje no mundo todo (leve em conta mais uma vez a data em que esse texto foi escrito!). [entenda todo o fluxo de provas através deste diagrama]

Bom, e pra começar?
Como conseguir de primeira a ITIL Foundations?

Inicialmente eu recomendo seguir a risca os passos a seguir. Foi assim que fiz, assim que passei na prova de primeira e considero que não tem erro. As etapas são:
1 - Marque data de treinamento com uma empresa de treinamentos reconhecida 
(custo médio do treinamento: 350 reais).
2 - Faça o treinamento.
3 - Marque a data da prova de certificação com a mesma empresa de treinamento
(custo médio da prova: 250, 300 reais - depende do dólar).
4 - Faça a prova.
5 - Seja feliz com sua certificação ITIL.

Profissional sem certificação ITIL

Profissional COM certificação ITIL

Algumas dicas que ajudam:

FAÇA TREINAMENTO PREPARATÓRIO: Digite no Google "treinamento itil foundations", escolha uma empresa, pegue o telefone e ligue! Agende lugar, data e hora para fazer o ITIL EXAM PREP. Esse treinamento em geral tem 16 horas, custa cerca de 350 reais. É ministrado em um sábado e um domingo e você vê TODO o conteúdo (fundamentos) da biblioteca ITIL. Vale a pena! Antes desse treinamento eu não sabia bem o que era o ITIL. Quando sai de lá e depois de uns dias estudando eu estava quase dando aula sobre o assunto! (obs: Fiz o treinamento pela empresa Trainning - O curso e custo são bons mas os atendentes são péssimos)

MARQUE A PROVA ATÉ 15 DIAS APÓS O CURSO: Meu amigo não vá achar que ITIL é pouco conteúdo. É muita coisa! Se você fizer o curso e deixar pra fazer a prova 4 meses depois, sinto muito, suas chances de passar vão diminuir bastante. (obs: Eu fiz a prova 13 dias depois do treinamento)

LEIA A APOSTILA ANTES: No treinamento você ganha uma apostila e sim, é preciso ler a apostila toda. Em duas horas você faz isso! Leia tudo, entenda os conceitos pra ficar mais fácil. ITIL é cheio de nomes, siglas e termos. Já é muita coisa pra decorar, tente entender o que for possível. (obs: Eu, pra ajudar, fiz um resuminho)

FAÇA MUITO, MUITO SIMULADO: Essa é a melhor dica. Na prova que fiz, pelo menos 30% das questões foram repetidas. Ou seja, quanto mais simulados baseados na prova você fizer, mais fácil será. Simulados muito bons podem ser encontrados aqui.

Fazendo isso tudo ai não tem erro! 

A prova pode ser feita em Inglês, mas também já é possível realizar em Português do Brasil com tradução nota 5.3 (ruim/média). Ela possui 40 questões, você tem que acertar 23 para passar. A prova é feita somente em local autorizado, num computador separado, numa salinha pequena e também isolada. Existe um software que é a prova em si. Você vai marcando as questões e tudo o mais. A nota sai na hora e, caso passe, a certificação chega na sua casa em até 30 dias. 

Estou disponibilizando junto a esse post também um material muito bom para estudar. Esse material é composto de simulados completos, simuladores por tópico, uma apostila em português excelente (inclusive ótima pra quem não quer fazer o exame preparatório e sim a prova direto!), um tutorial para agendar a prova diretamente com a Prometric e um bom resumo de ITIL e seus conceitos. Baixe o material todo aqui.

Bom pessoal, acho que é isso por hoje então!

No início eu ficava muito curioso pra saber como eram os passos pra tirar uma certificação e não encontrava nada na internet escrito por quem fez. Enfim, espero que esse post seja útil pra você que quer tentar essa prova. E se for realmente tentar: BONS ESTUDOS PRA VOCÊ ENTÃO!

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*Esse post é informativo. Toda a ínfima parcela do assunto tratada aqui corresponde a versão 3.0 do ITIL e tem haver somente com os conhecimentos que eu tenho até a data de escrita deste texto! Pesquisem outras fontes também!

sábado, 1 de maio de 2010

Ficha Limpa: Rejeitada votação na Câmara Federal

Precisamos nos unir e gritar juntos!

Ontem alguns deputados federais mostraram a cara e não votaram o projeto de lei FICHA LIMPA.

Para quem não sabe, foi rejeitada a votação, na Ordem do Dia da Câmara Federal, o Projeto de Lei FICHA LIMPAque impede a candidatura a qualquer cargo eletivo, de pessoas condenadas em primeira ou única instância ou por meio de denúncia recebida em tribunal – no caso de políticos com foro privilegiado – em virtude de crimes graves como: Racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas.

A IMPRENSA FOI CENSURADA E ESTÁ IMPEDIDA DE DIVULGAR!

Portanto, usemos a internet para dar conhecimento aos outros 198.000.000 de brasileiro que alguns deputados federais traíram o povo e seus eleitores! Segue abaixo a lista dos que NÃO foram a favor! Façam pressão! Lutem! Usem voz sobre IP!

MEMBROS DA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS: (Jogando o nome do dito cujo no Google, rapidamente encontra-se o endereço de e-mail para espinafrar o camarada.)

VEJA EM QUEM NÃO VOTAR:

Antônio Carlos Pannuzio (PSDB/SP): (61) 3215-5404
Aracely de Paula (PR/MG): (61) 3215-5201
Augusto Farias (PTB/AL): (61) 3215-5739
Bonifácio de Andrada (PSDB/MG): (61) 3215-5235
Carlos Bezerra (PTB/MT): (61) 3215-5815
Ciro Nogueira (PP/PI): (61) 3215-5924
Colbert Martins (PMDB/BA): (61) 3215-5319
Edmar Moreira (PR/MG): 61) 3215-5606
Eduardo Cunha (PMDB/RJ): (61) 3215-5510
Efraim Filho (DEM/PB): (61) 3215-5817
Eliseu Padilha (PMDB/RS) –Presidente da CCJC: (61) 3215-5209
Ernandes Amorim (PTB/RO): (61) 3215-5318
Fábio Ramalho (PV/MG): (61) 3215-5374
Felipe Maia (DEM/RN): (61) 3215-5329
Fernando Coruja (PPS/SC): (61) 3215-5245
Flávio Dino (PCdoB/BA): (61) 3215-5654
Francisco Tenorio (PMN/AL): (61) 3215-5572
Gerson Peres (PP/PA): (61) 3215-5334
Gonzaga Patriota (PSB/PE): (61) 32155430
Indio da Costa (DEM/RJ): (61) 3215-5441
Jaime Martins (PR/MG) – Relator do Ficha Limpa: (61) 3215-5333
João Campos (PSDB/GO): (61) 3215-5315
João Paulo Cunha (PT/SP): (61) 3215-5965
José Carlos Aleluia (DEM/BA): (61) 3215-5856
José Eduardo Cardozo (PT/SP): (61) 3215-5719
José Genoíno (PT/SP): (61) 3215-5311
José Maria Filho (DEM/PI): (61) 3215-5579
José Pimentel (PT/CE): (61) 3215-5342
Jutahy Junior (PSDB/BA): (61) 3215-5407
Luiz Couto (PT/PB): (61) 3215-5442
 Magela (PT/DF): (61) 3215-5352
Marçal Filho (PMDB/MS): (61) 3215-5585
Marcelo Castro (PMDB/PI): (61) 3215-5811
Marcelo Guimarães Filho (PMDB/BA): (61) 3215-5544
Marcelo Itagiba (PSDB/RJ): (61) 3215-5284
Marcelo Ortiz (PV/SP): (61) 3215-5931
Márcio França (PSB/SP): (61) 3215-5543
Márcio Marinho (PRB/BA): (61) 3215-5326
Marcos Medrado (PDT/BA): (61) 3215-5834
Maurício Quintella Lessa (PR/AL): (61) 3215-5425
Mauro Benevides (PMDB/CE): (61) 3215-5607
Mendes Ribeiro Filho (PMDB/RS): (61) 3215-5222
Mendonça Prado (DEM/SE): (61) 3215-5508
Nelson Trad (PMDB/MS): (61) 3215-5452
Omar Serraglio (PMDB/PR): (61) 32155845
Paes Landim (PTB/PI): (61) 3215-5648
Paulo Magalhães (DEM/BA): (61) 3215-5903
Paulo Maluf (PP/SP): (61) 3215-5512
Regis de Oliveira (PSC/SP): (61) 3215-5911
Roberto Magalhães (DEM/PE): (61) 3215-5503
Rodovalho (PP/DF): (61) 3215-5745
Rogério Lisboa (DEM/RJ): (61) 32155371
Rômulo Gouveia (PSDB/PB): (61) 3215-5915
Sandra Rosado (PSB/RN): (61) 3215-5650
Sérgio Barradas Carneiro (PT/BA): (61) 3215-5671
Vic Pires Franco (DEM/PA): (61) 3215-5519
Vilson Covatti (PP/RS): (61) 3215-5228
Wilson Santiago (PMDB/PB): (61) 3215-5534
Wolney Queiroz (PDT/PE): (61) 3215-5936
Zenaldo Coutinho (PSDB/PA): (61) 3215-5336

Por Emanuel Costa

terça-feira, 27 de abril de 2010

13 coisas que eu não precisava guardar

Em armários esquecidos, gavetas remotas, em cima de guarda roupas, quartinhos da bagunça e tantos outros depósitos domésticos sempre existem aqueles objetos pessoais abandonados dos quais não conseguimos nos livrar. É muito comum que todo mundo tenha sempre guardado um objeto sem finalidade. Um objeto que você estima, gosta, mas no fim das contas, não sabe por qual motivo o guarda, o ainda têm.


Não diferente é comigo!

Possuo muitas tranqueiras que vem me acompanhando ao longo da vida. Coisas que em geral ganho ou compro em algum lugar por achar no momento legal. Ao chegar em casa, entediado com o objeto o lanço dentro de uma das gavetas do meu guarda roupas e lá fica. 

Já mudei de casa diversas vezes. Medeiros, Araxá, Bambuí, Medeiros, Bambuí, Belo Horizonte, Medeiros.. enfim... Estou sempre carregando as "joças" pra onde vou. E hoje, vou apresentar pra vocês algumas das quinquilharias mais escrotas quais não tenho motivo por ter. Apenas os tenho!

Bom, vamos a lista:

1 - Um amigo, certa vez, no auge de sua bizarra criatividade em seus já distantes 12 anos ajudou-me a produzir uma pequena cabeça esquelética em massa de papel marchê. A cabeça faz referência a um personagem idiota criado por ele qual possuía o nome de Jack. Jack nada mais era do que o único desenho que ele sabia executar com "exímia" perfeição. Logo, roubando a massinha que minha mãe havia aprendido fazer com a Ana Maria Braga confeccionamos o boneco. Acho legal possuir esse brinquedinho. Além de lembrar uma época distante foi feito em cima de uma pedra de verdade.


2 - Em 1998 estive junto com a família e amigos na cidade de Cabo Frio no RJ. Lá havia um parque perto da praia que visitei. Lembro de gastar quase 100 reais em um jogo estúpido que dava como prêmio maior um super nintendo (Ah! O super nintendo!). Esse urso ridículo da foto com um coração escrito "com carinho" foi a única coisa que ganhei. Carrego essa bosta sem pernas até hoje não sei o porquê! 

3 - No meio do ano de 2008 estive no primeiro Google Open Source Jam em Belo Horizonte. Na oportunidade tive o privilégio de visitar o escritório da empresa Google no Brasil além de dividir idéias com pessoas malucas que lá estiveram. Guardo, não sei por qual motivo, o crachá com meu nome escrito CORRETAMENTE que usei no dia do evento.

4 - Antes de video game, computador e outras coisas que hoje me fazem feliz eu tive no ano de 1994 o contato com uma máquina de escrever. Essa máquina do meu avô libanês era antiquíssima! Lembro que a mesma possuía um caixote pra carregar muito legal, era verde, possuía também fitas para recarga da tinta e o melhor: Esse pincel para limpeza aí da foto. Mais tarde, quando comprei uma guitarra achei que o pincel fosse ser útil para limpar o instrumento. Tomei posse do mesmo. Fica junto da minha guitarra até hoje. Deve ter esse pincel no mínimo uns 80 anos! E tem uso!

5 - Trabalhei na extinta software house bambuiense B&M Solutions. Lá aprendi a programar e também a perceber a existência dos infelizes princípios JEDI não recomendados de "esperteza" empresarial. No mais, guardo até hoje os cartões de visitas que de nada serviam na época. Não tínhamos clientes em Bambuí, no entanto, produzimos muitas soluções para problemas inexistentes! Os cartões são um exemplo bom disso!

6 - No ano de 2007 participei de um projeto de pesquisa junto a Universidade Federal de Itajubá. Eu saía da cidade de Bambuí no meio da madrugada em um caminhão baú lotado de queijo e ia até o "Vale do Silício Brasileiro" para trabalhar com computação. Antes disso eu nunca havia saído para ficar em um hotel com tudo pago e etc. Até hoje guardo o sabonetizinho do Hotel Centenário onde, com tudo pago, eu ficava na época.

7 - No final do ano de 2009 passei por muitas turbulências na vida. Estava saindo do campus Bambuí e vindo trabalhar na Reitoria do IFMG em Belo Horizonte. Antes disso precisei ficar morando em Ouro Preto por 45 dias. Neste período fiquei hospedado num albergue muito legal chamado "O pulo do lagarto". Acostumei-me tanto a carregar a chave do quarto onde ficava que quando me mudei trouxe a mesma comigo sem ver. Até hoje a guardo para um dia devolver ao cara do albergue.

8 - Há muitos anos atrás, enquanto brincava no quintal da casa de um amigo encontrei esse pequeno canivete. Lembro de achar o mesmo todo sujo de terra no meio da grama. Limpei ele e fiquei o resto do dia brincando de cortar o que dava pra ser cortado. Levei pra casa, lavei bem lavado, joguei na gaveta do guarda roupas e até hoje ele vem me acompanhando sem necessidade nenhuma.

9 - Quando morava em Araxá eu estudava eletrônica no CEFET-MG. Na biblioteca do lugar existia uma caixa com brinquedos infantis. Dentro dessa caixa podia se encontrar vários bastõezinhos para que a criança fizesse exercícios de encaixe de formas em orifícios (ok... isso não ficou bom). Um dia lá estudando resolvi roubar (pra quê!?) um destes bastões. Escrevi meu nome nele durante a aula, coloquei na mochila, da mochila pra gaveta, da gaveta para todo o sempre. Preciso jogar fora esse souvenier. Muito inútil, muito!


10 - Meu avô possuía um depósito onde guardava coisas muito antigas dele. Nesse depósito existiam alguns "Almanaques do amanhã". Um livro antigo que era produzido no Brasil. Um dia fuçando no meio desta coleção abandonada neste depósito encontrei um livreto chamado "Imitação de Cristo". Antigo, sinistro, gótico e com texto que trata de um assunto estranho, esse livro era altamente "lalável", afinal é um artigo legal. Peguei o mesmo pra mim e até hoje ele está aí comigo.



11 - Quando fiz o segundo grau "ter agenda" era sensação. Existia inclusive um tipo de costume de que as pessoas escrevessem recadinhos em sua agenda e tal. Elas levavam a mesma pra casa e depois a devolviam emperequetada de besteiras escritas. Ganhei na ocasião uma agenda biológica do meu saudoso, grande e querido amigo João César. Não sei como mas consegui transformar a mesma numa das coisas mais legais que tenho no que tange lembranças. Está repleta de recados, momentos, fotos, imagens e outras coisas. Essa agenda inclusive merece um post próprio. Um dia faço isso.

12 - Cartas de amor! Sim as tenho! São várias, de várias épocas, de várias mulheres diferentes (kkkk), de vários lugares! Algumas são de amor escondido, outras de amor declarado... e outras de ódio. Ultimamente não tenho recebido muitas mais.

13 - Vinil duplo do AC/DC! Provalmente o disco que mais ouvi depois da incrível, inigualável, inatingível coleção "Disquinho" de histórias infantis que muito curtia quando era muito pequeno. Esse vinil guarda todos os sucessos ao vivo da banda. Não tenho tocador de discos mas gosto de ter o encarte.

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Possuo muito, muito mais coisas inúteis. Mas quis postar aqui só algumas pra vocês. Tenho certeza que todos vocês muitas coisas também tem. Gostaria de me livrar de algumas delas no entanto é difícil. Me pergunto as vezes por quanto tempo ainda terei tudo isso? Mesmo por que a cada dia que passa acumulo sempre um pouco mais.

É.. não sei.



terça-feira, 20 de abril de 2010

Evento: Balanço do Portal do Software Público e lançamento da solução Geplanes

Além de muitas outras coisas, o bom de participar de uma comunidade na internet é que sempre estão ocorrendo eventos interessantes e você acaba por conhecer muita coisa boa. Uma dessas comunidades interessantes e que recomendo é o CATIR, no qual se insere o já famoso Portal do Software Público Brasileiro. Estive hoje em um evento organizado por esta e vou aqui fazer um breve relato a vocês.

O evento realizado no Bairro São Lucas em Belo Horizonte, no Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais (SINDIFOR) tinha como objetivo apresentar o atual estágio do projeto do Portal do Software Público (PSP) e na sequencia fazer o lançamento da solução para gestão estratégica Geplanes da software house LinkCom.

Por Nazaré Bretas, Cordenadora de Sistemas e Interoperabilidade do Ministério do Planejamento, a palestra inicial mostrou um balanço dos últimos três anos de projeto PSP. O portal que já conta com 39 softwares livres nada mais é do que um repositório de softwares interativo, onde o usuário cadastrado pode baixar e utilizar sob licença GPL qualquer ferramenta e na sequencia auxiliar no aprimoramento das soluções. Todas estas lá disponíveis exigem que uma comunidade ativa exista, com o intuito de sempre estar-se melhorando os produtos oferecidos. Ela comentou que já são 70 mil usuários cadastrados e claro, rastou muita mala de coisas que provavelmente não são tão contundentes assim. 

Eu acho a idéia do PSP fantástica! E conheço bem o processo de utilizar o PSP como também o de submissão de um software ao portal. Como ela bem colocou na apresentação só existem três requisitos para que um sistema seja elevado ao título de Software Público:
1 - Possuir comunidade ativa;
2 - Funcionar (ela não explicou bem o que vem a ser esse "funcionar");
3 - Condizer com as normas de licenciamento GPL.

Momento de perguntas na apresentação

EU, apesar de ser um fã assumido de softwares com bons efeitos visuais de "penteadeira", "brilhos", janelas que saltam, "xurenhennsss" e "tcharannnsss", quem é da computação sabe que software não é apenas interface e "livre". De longe esses deixam de ser os requisitos essenciais de um bom software. Além do bom código-fonte, um bom software precisa essencialmente agregar valor ao negócio, ao contexto no qual o mesmo coexiste. E claro, ser tecnicamente bem construído.

Em geral, já testei algumas das ferramentas disponíveis no PSP. Já conversei também com várias pessoas que fizeram o mesmo. E todas sempre tem a mesma impressão final: Pouca qualidade técnica na construção dos mesmos. Sempre fiquei intrigado com isso, até o dia de hoje. Obtive a resposta quando vi que para alçar um sistema ao PSP não se é feita uma avaliação TÉCNICA. Perguntando a Cordenadora sobre essa questão obtive a seguinte resposta:

(xiitismo open source mode = on)
"Acreditamos no poder da comunidade livre! O software livre é uma força transformadora! Mesmo que o software seja ruim, se funcionar ele poderá ser melhorado ao longo do tempo!" 

Eu até concordo quando ela diz que o software pode ser melhorado ao longo do tempo, mas dispor num canal tão importante um software sem qualidade na esperança que o mesmo melhore... pode ser também um tiro no pé. Vejam bem, não estou lançando críticas ao projeto em si, mas na forma pela qual se constroí o mesmo. Exceto por alguns excelentes projetos como o CACIC, BrOffice, Ginga, i-Educar, MDArte e outros, em uma analogia, percebe-se que o governo trata o portal como se fosse essas entregas de casas populares ao povo. Constroí-se qualquer coisa só porque quem isso quer, provavelmente, nada disso teve antes. E em seguida, vendem a idéia como se tivessem descobrido a cura do câncer!

Não se pode garantir que um software será melhorado apenas pelo fato do mesmo possuir comunidade livre. O sistema pode ser descontinuado, pode ser difícil conseguir suporte adequado e tudo o mais. Inclusive quando também foi indagada por outro ouvidor da palestra sobre o modelo de suporte destes sistemas ela respondeu dizendo que o melhor e único suporte eram as comunidades. Agora vejam bem, no próprio PSP existe uma área para cadastro de prestadores de serviço. Não seriam estes os melhores prestadores de suporte? Digo, em nível profissional de atendimento?

Creio que todos esses problemas seram resolvidos brevemente com a implantação do novo projeto de qualidade em software do governo, o 5CQualiBR (http://www.softwarepublico.gov.br/5cqualibr/xowiki/). Este sim é um projeto qual eu admiro. É interessante como o governo brasileiro tem aberto os braços para a questão da tecnologia, adoro isso. A palestrante não falou muito mais coisas além de vender demais o peixe do PSP, puxar saco de políticos locais e de figuras do mundo "Open Source Governamental". No fim foi uma boa apresentação.

Dando continuidade ao evento foi apresentada a mais nova solução disponível no PSP: O sistema para gestão estratégica Geplanes. Uma ferramenta no minímo fantástica! E aqui, do ponto de vista técnico e também de negócios.

O Geplanes automatiza muitas e muitas tarefas de planejamento e gestão. Se utiliza de conceitos de WEB 2.0 para aplicar metodogias consagradas no mundo da governança como construção de BSC, Swat, RACI, planejamento de metas, auditorias e estratégia de gestão. Foi desenvolvido para a Fundação Ezequiel Dias pela empresa belo horizontina LinkCom. Roda sob a plataforma JAVA e banco de dados PostgreSQL (Dá-lhe Postgresssss!!!!). Quem é da governança vai adorar o sistema que já está disponível no PSP.

Bem pessoal, no mais foi isso mesmo, o evento teve um bom Café no início e no final, além de um público interessante. Sucesso ao Geplanes nessa nova caminhada e se precisarem, contratem a LinkCom, afinal é uma empresa que tem olhos para todas essas questões.

Até mais.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A óbvia teoria da Escadinha Musical

Sobre música, uma das teorias que inventei, tenho e sempre defendo é a que chamo carinhosamente de "Escadinha Musical".

A "Escadinha Musical" nada mais é que os passos quais um indivíduo precisa seguir musicalmente ao longo de sua vida para não terminar como mais um repulsivo e irritante apreciador de rebolations, bondes do tigrão e musics cars irritation sounds.

Para vocês terem uma idéia da veracidade e aplicabilidade desta teoria afirmo-lhes que em 100% das vezes que analisei uma pessoa que gosta de Calipso ou Funk cheguei a mesma conclusão. O cara está lá ouvindo um Chico Rei e Paraná e eu, despistadamente, começo lhe fazer perguntas sobre sua história de ouvinte musical e, quando menos espero, descubro que o motivo é sempre o mesmo: A pessoa não galgou algum dos fundamentais degraus da escadinha.

Bom, mas o que vem a ser está bendita escada?

Exemplificando, vamos tomar por base aquele seu primo de 13 anos que do dia para noite, por causa de um amigo mais velho provavelmente, resolveu ser o fã número 1 de Dimmu Borgir (trash/heavy metal). Este garoto com certeza absoluta não gosta de ouvir isso! Ele não poderia estar gostando de ouvir isso no momento pois pelas leis da "Escadinha Musical" neste momento ele deveria estar ouvindo no máximo Legião Urbana.

A "Escadinha Musical" tem o objetivo de elevar o bom gosto do indivíduo pouco a pouco, amaciando seus ouvidos e preparando sua mente para todas as fases de amadurecimento de ouvinte.

Em geral, ali pelos 13-14 anos começa-se ouvindo Engenheiros do Hawaí, Legião Urbana, Cássia Eller e Capital Inicial. Têm-se que começar por aí ou algo do genêro. Este seria o primeiro degrau. Antes disso o cara só tem ouvidos para apreciar o que está em alta nas nossas rádios FM. E em geral, nunca é nada de bom.

Quando ele enjoar do Renato Russo, tiver decorado todas as músicas do "Como é que se diz eu te amo" 1 e 2.. ou já estiver enjoado de todos os acústicos da MTV ele começa a pensar em algumas coisas mais internacionais.

No segundo degrau vemos normalmente para os meninos o Nirvana, o Guns N´Roses, o Queen e para alguns mais avançados o Black Album do Metallica. Neste ponto também o vício em Iron Maiden vem naturalmente para qualquer lado. Aqueles com "tendências" (rsrsrs) se perdem neste segundo degrau e pulam para uma outra escada na qual existem degraus que desconheço mas sei que são compostos por Britney Spears, Lady Gaga, Madonna, Adam Lambert e toda essa péssima música comercial.

Paralela ainda a esta escada comercial têm-se também os que entram na que chamo de "Fase Malhação". A "Fase Malhação" é composta de degraus fáceis de subir ou descer pois são altamente enjoativos e é composta de NX Zero, Tokyo Hotel, CPM22, Restart, Banda Cine, enfim..

Quando não aguenta-se mais a melancolia do Kurt Cobain, a viadagem do Freddy Mercury e a gritaria do Axl Roses vai-se para o terceiro degrau.

No terceiro degrau você pode alternar entre a escada punk rock ou a escada heavy metal. Mas não se preocupe, de um jeito ou de outro é necessário passar pelas duas para ir para o quarto degrau. Neste ponto com um pouco mais de conhecimento a pessoa já passa a ouvir numa vertente Street Buldogs, Dead Fish, Ratos de Porão, NOFX, The Clash e outros punks interessantes. Na outra vertente o cara normalmente se apaixona por Black Sabbath, Ozzy, Pantera, Dio dentre tantos outros e, pouco a pouco, começa a descobrir o que hoje chamamos de Heavy Old School. Muitos acham tão interessante esse degrau que simplesmente param de subir a "escadinha" e ficam pra sempre ouvindo isso.

No quarto degrau o indivíduo passa a apreciar mais a música e começa a correr atrás de sons. Nesse momento, os clássicos começam a despencar na cabeça e tudo que já foi feito de bom no mundo é ouvido. O quarto degrau marca como ferro quente! Led Zeppelin para alguns, AC/DC para outros, Extreme pra você, Go go Dolls para elas, Aerosmith para eles, ABBA para eles/elas, The Smiths para os estranhos, Sepulta para os revoltados, Crisium para os mais revoltados ainda e até Cradle of Filth para os mais infelizes. O quarto degrau é o Pop não Pop do mundo do rock. Aqui você aprende a ouvir e apreciar o que é bom e o que não é de fato!

No quinto degrau você descobre que o mundo não é só feito de Rock e outros clássicos. É no quinto degrau que você percebe que Scorpions não é o que o seu pai falava, vê que Creedence é muito melhor que você supunha e que o Jimmi Hendrix era um bosta na guitarra. No quinto degrau você pode até cismar de ouvir Bob Marley ou se perder nas virtuosidades do Angra, na atitude do Viper antigo ou quem sabe alguma banda indie/underground que está por aí. O que importa é que no quinto degrau você já escolhe o que ouvir. Nesse ponto a música é feita pra você e não você para a música. Quando você aprende selecionar bandas realmente e vira expert nisso o sexto degrau é o próximo.

No sexto degrau você entende o que é bom pra você e aí começa a formar seu estilo musical. Muitos cismam com cult´s bands como Cidadão Quem, Los Hermanos, Cordel do Fogo Encantando, Gram e Clap! (há o Clap!). Você pode também desenvolver um péssimo e apurado gosto por The Cramberries, Belle And Sebastian, Radio Head e outras bandas chatas metidas a criativas que passam na MTV. Pode se especializar no metal bem feito como Primal Fear, Destruction, Tristania (credo), Blind Guardian e Anthrax. E aí vai.. no sexto degrau você faz seu estilo.

Bem, o último e sétimo degrau é peculiar.

No sétimo degrau nada mais te agrada como antigamente. Todas as bandas e músicas que você ouviu e decorou ao longo de tantos anos são agora apenas músicas. Aquela sensação de completude que você sentia quando ouvia Legião Urbana, ou logo mais quando ouvia Fear of The Dark pela primeira vez, ou quando ouvia Rebirht do Angra, depois Back in Black, depois Dia Especial... enfim... clássicos tem fim! No sétimo degrau você vive a procurar sons que realmente lhe agradem pra sentir novamente aquelas sensações antigas. A música nesse nível passa a ter pra você forma, conteúdo, cheiro, nostalgia, analogia, sentimento e técnica. Onde para cada uma dessas características foi preciso galgar um dos degraus e aprender a apreciar:

A "Escadinha Musical" lhe mostra que uma música para ser ouvida de forma completa precisa, de sete pontos e para cada ponto um degrau é necessário ser passado:

1º degrau - Sentimento
2º degrau - Forma
3º degrau - Cheiro
4º degrau - Conteúdo
5º degrau - Técnica
6º degrau - Analogia
7º degrau - Nostagia

No sétimo degrau você normalmente começa a ouvir a verdadeira MPB, descobre Sivuca, Cartola, Tom Jobim, qualquer maldito, o Clube da Esquina e até  bandas regionais desconhecidas que lhe fazem bem. Não venham questionar a ausência do Chico Buarque, do Djavan, do Caetano Veloso, Gilberto Gil e semelhantes. Somos brasileiros, estes não fazem parte da escada - estão implícitos no nosso código genético.


Bom.. agora que vocês já conhecem mais uma das minhas loucuras e teorias espero que se posicionem! Em que degrau da "Escadinha Musical" vocês estão?

Obviamente essa teoria não procede em alguns casos mas é aplicável a grande maioria. Observem e percebam!

Eu já vou indo
Sem parar e dando tchau
Ficando aqui o até breve
do alto do meu sétimo degrau...