terça-feira, 27 de abril de 2010

13 coisas que eu não precisava guardar

Em armários esquecidos, gavetas remotas, em cima de guarda roupas, quartinhos da bagunça e tantos outros depósitos domésticos sempre existem aqueles objetos pessoais abandonados dos quais não conseguimos nos livrar. É muito comum que todo mundo tenha sempre guardado um objeto sem finalidade. Um objeto que você estima, gosta, mas no fim das contas, não sabe por qual motivo o guarda, o ainda têm.


Não diferente é comigo!

Possuo muitas tranqueiras que vem me acompanhando ao longo da vida. Coisas que em geral ganho ou compro em algum lugar por achar no momento legal. Ao chegar em casa, entediado com o objeto o lanço dentro de uma das gavetas do meu guarda roupas e lá fica. 

Já mudei de casa diversas vezes. Medeiros, Araxá, Bambuí, Medeiros, Bambuí, Belo Horizonte, Medeiros.. enfim... Estou sempre carregando as "joças" pra onde vou. E hoje, vou apresentar pra vocês algumas das quinquilharias mais escrotas quais não tenho motivo por ter. Apenas os tenho!

Bom, vamos a lista:

1 - Um amigo, certa vez, no auge de sua bizarra criatividade em seus já distantes 12 anos ajudou-me a produzir uma pequena cabeça esquelética em massa de papel marchê. A cabeça faz referência a um personagem idiota criado por ele qual possuía o nome de Jack. Jack nada mais era do que o único desenho que ele sabia executar com "exímia" perfeição. Logo, roubando a massinha que minha mãe havia aprendido fazer com a Ana Maria Braga confeccionamos o boneco. Acho legal possuir esse brinquedinho. Além de lembrar uma época distante foi feito em cima de uma pedra de verdade.


2 - Em 1998 estive junto com a família e amigos na cidade de Cabo Frio no RJ. Lá havia um parque perto da praia que visitei. Lembro de gastar quase 100 reais em um jogo estúpido que dava como prêmio maior um super nintendo (Ah! O super nintendo!). Esse urso ridículo da foto com um coração escrito "com carinho" foi a única coisa que ganhei. Carrego essa bosta sem pernas até hoje não sei o porquê! 

3 - No meio do ano de 2008 estive no primeiro Google Open Source Jam em Belo Horizonte. Na oportunidade tive o privilégio de visitar o escritório da empresa Google no Brasil além de dividir idéias com pessoas malucas que lá estiveram. Guardo, não sei por qual motivo, o crachá com meu nome escrito CORRETAMENTE que usei no dia do evento.

4 - Antes de video game, computador e outras coisas que hoje me fazem feliz eu tive no ano de 1994 o contato com uma máquina de escrever. Essa máquina do meu avô libanês era antiquíssima! Lembro que a mesma possuía um caixote pra carregar muito legal, era verde, possuía também fitas para recarga da tinta e o melhor: Esse pincel para limpeza aí da foto. Mais tarde, quando comprei uma guitarra achei que o pincel fosse ser útil para limpar o instrumento. Tomei posse do mesmo. Fica junto da minha guitarra até hoje. Deve ter esse pincel no mínimo uns 80 anos! E tem uso!

5 - Trabalhei na extinta software house bambuiense B&M Solutions. Lá aprendi a programar e também a perceber a existência dos infelizes princípios JEDI não recomendados de "esperteza" empresarial. No mais, guardo até hoje os cartões de visitas que de nada serviam na época. Não tínhamos clientes em Bambuí, no entanto, produzimos muitas soluções para problemas inexistentes! Os cartões são um exemplo bom disso!

6 - No ano de 2007 participei de um projeto de pesquisa junto a Universidade Federal de Itajubá. Eu saía da cidade de Bambuí no meio da madrugada em um caminhão baú lotado de queijo e ia até o "Vale do Silício Brasileiro" para trabalhar com computação. Antes disso eu nunca havia saído para ficar em um hotel com tudo pago e etc. Até hoje guardo o sabonetizinho do Hotel Centenário onde, com tudo pago, eu ficava na época.

7 - No final do ano de 2009 passei por muitas turbulências na vida. Estava saindo do campus Bambuí e vindo trabalhar na Reitoria do IFMG em Belo Horizonte. Antes disso precisei ficar morando em Ouro Preto por 45 dias. Neste período fiquei hospedado num albergue muito legal chamado "O pulo do lagarto". Acostumei-me tanto a carregar a chave do quarto onde ficava que quando me mudei trouxe a mesma comigo sem ver. Até hoje a guardo para um dia devolver ao cara do albergue.

8 - Há muitos anos atrás, enquanto brincava no quintal da casa de um amigo encontrei esse pequeno canivete. Lembro de achar o mesmo todo sujo de terra no meio da grama. Limpei ele e fiquei o resto do dia brincando de cortar o que dava pra ser cortado. Levei pra casa, lavei bem lavado, joguei na gaveta do guarda roupas e até hoje ele vem me acompanhando sem necessidade nenhuma.

9 - Quando morava em Araxá eu estudava eletrônica no CEFET-MG. Na biblioteca do lugar existia uma caixa com brinquedos infantis. Dentro dessa caixa podia se encontrar vários bastõezinhos para que a criança fizesse exercícios de encaixe de formas em orifícios (ok... isso não ficou bom). Um dia lá estudando resolvi roubar (pra quê!?) um destes bastões. Escrevi meu nome nele durante a aula, coloquei na mochila, da mochila pra gaveta, da gaveta para todo o sempre. Preciso jogar fora esse souvenier. Muito inútil, muito!


10 - Meu avô possuía um depósito onde guardava coisas muito antigas dele. Nesse depósito existiam alguns "Almanaques do amanhã". Um livro antigo que era produzido no Brasil. Um dia fuçando no meio desta coleção abandonada neste depósito encontrei um livreto chamado "Imitação de Cristo". Antigo, sinistro, gótico e com texto que trata de um assunto estranho, esse livro era altamente "lalável", afinal é um artigo legal. Peguei o mesmo pra mim e até hoje ele está aí comigo.



11 - Quando fiz o segundo grau "ter agenda" era sensação. Existia inclusive um tipo de costume de que as pessoas escrevessem recadinhos em sua agenda e tal. Elas levavam a mesma pra casa e depois a devolviam emperequetada de besteiras escritas. Ganhei na ocasião uma agenda biológica do meu saudoso, grande e querido amigo João César. Não sei como mas consegui transformar a mesma numa das coisas mais legais que tenho no que tange lembranças. Está repleta de recados, momentos, fotos, imagens e outras coisas. Essa agenda inclusive merece um post próprio. Um dia faço isso.

12 - Cartas de amor! Sim as tenho! São várias, de várias épocas, de várias mulheres diferentes (kkkk), de vários lugares! Algumas são de amor escondido, outras de amor declarado... e outras de ódio. Ultimamente não tenho recebido muitas mais.

13 - Vinil duplo do AC/DC! Provalmente o disco que mais ouvi depois da incrível, inigualável, inatingível coleção "Disquinho" de histórias infantis que muito curtia quando era muito pequeno. Esse vinil guarda todos os sucessos ao vivo da banda. Não tenho tocador de discos mas gosto de ter o encarte.

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Possuo muito, muito mais coisas inúteis. Mas quis postar aqui só algumas pra vocês. Tenho certeza que todos vocês muitas coisas também tem. Gostaria de me livrar de algumas delas no entanto é difícil. Me pergunto as vezes por quanto tempo ainda terei tudo isso? Mesmo por que a cada dia que passa acumulo sempre um pouco mais.

É.. não sei.



terça-feira, 20 de abril de 2010

Evento: Balanço do Portal do Software Público e lançamento da solução Geplanes

Além de muitas outras coisas, o bom de participar de uma comunidade na internet é que sempre estão ocorrendo eventos interessantes e você acaba por conhecer muita coisa boa. Uma dessas comunidades interessantes e que recomendo é o CATIR, no qual se insere o já famoso Portal do Software Público Brasileiro. Estive hoje em um evento organizado por esta e vou aqui fazer um breve relato a vocês.

O evento realizado no Bairro São Lucas em Belo Horizonte, no Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais (SINDIFOR) tinha como objetivo apresentar o atual estágio do projeto do Portal do Software Público (PSP) e na sequencia fazer o lançamento da solução para gestão estratégica Geplanes da software house LinkCom.

Por Nazaré Bretas, Cordenadora de Sistemas e Interoperabilidade do Ministério do Planejamento, a palestra inicial mostrou um balanço dos últimos três anos de projeto PSP. O portal que já conta com 39 softwares livres nada mais é do que um repositório de softwares interativo, onde o usuário cadastrado pode baixar e utilizar sob licença GPL qualquer ferramenta e na sequencia auxiliar no aprimoramento das soluções. Todas estas lá disponíveis exigem que uma comunidade ativa exista, com o intuito de sempre estar-se melhorando os produtos oferecidos. Ela comentou que já são 70 mil usuários cadastrados e claro, rastou muita mala de coisas que provavelmente não são tão contundentes assim. 

Eu acho a idéia do PSP fantástica! E conheço bem o processo de utilizar o PSP como também o de submissão de um software ao portal. Como ela bem colocou na apresentação só existem três requisitos para que um sistema seja elevado ao título de Software Público:
1 - Possuir comunidade ativa;
2 - Funcionar (ela não explicou bem o que vem a ser esse "funcionar");
3 - Condizer com as normas de licenciamento GPL.

Momento de perguntas na apresentação

EU, apesar de ser um fã assumido de softwares com bons efeitos visuais de "penteadeira", "brilhos", janelas que saltam, "xurenhennsss" e "tcharannnsss", quem é da computação sabe que software não é apenas interface e "livre". De longe esses deixam de ser os requisitos essenciais de um bom software. Além do bom código-fonte, um bom software precisa essencialmente agregar valor ao negócio, ao contexto no qual o mesmo coexiste. E claro, ser tecnicamente bem construído.

Em geral, já testei algumas das ferramentas disponíveis no PSP. Já conversei também com várias pessoas que fizeram o mesmo. E todas sempre tem a mesma impressão final: Pouca qualidade técnica na construção dos mesmos. Sempre fiquei intrigado com isso, até o dia de hoje. Obtive a resposta quando vi que para alçar um sistema ao PSP não se é feita uma avaliação TÉCNICA. Perguntando a Cordenadora sobre essa questão obtive a seguinte resposta:

(xiitismo open source mode = on)
"Acreditamos no poder da comunidade livre! O software livre é uma força transformadora! Mesmo que o software seja ruim, se funcionar ele poderá ser melhorado ao longo do tempo!" 

Eu até concordo quando ela diz que o software pode ser melhorado ao longo do tempo, mas dispor num canal tão importante um software sem qualidade na esperança que o mesmo melhore... pode ser também um tiro no pé. Vejam bem, não estou lançando críticas ao projeto em si, mas na forma pela qual se constroí o mesmo. Exceto por alguns excelentes projetos como o CACIC, BrOffice, Ginga, i-Educar, MDArte e outros, em uma analogia, percebe-se que o governo trata o portal como se fosse essas entregas de casas populares ao povo. Constroí-se qualquer coisa só porque quem isso quer, provavelmente, nada disso teve antes. E em seguida, vendem a idéia como se tivessem descobrido a cura do câncer!

Não se pode garantir que um software será melhorado apenas pelo fato do mesmo possuir comunidade livre. O sistema pode ser descontinuado, pode ser difícil conseguir suporte adequado e tudo o mais. Inclusive quando também foi indagada por outro ouvidor da palestra sobre o modelo de suporte destes sistemas ela respondeu dizendo que o melhor e único suporte eram as comunidades. Agora vejam bem, no próprio PSP existe uma área para cadastro de prestadores de serviço. Não seriam estes os melhores prestadores de suporte? Digo, em nível profissional de atendimento?

Creio que todos esses problemas seram resolvidos brevemente com a implantação do novo projeto de qualidade em software do governo, o 5CQualiBR (http://www.softwarepublico.gov.br/5cqualibr/xowiki/). Este sim é um projeto qual eu admiro. É interessante como o governo brasileiro tem aberto os braços para a questão da tecnologia, adoro isso. A palestrante não falou muito mais coisas além de vender demais o peixe do PSP, puxar saco de políticos locais e de figuras do mundo "Open Source Governamental". No fim foi uma boa apresentação.

Dando continuidade ao evento foi apresentada a mais nova solução disponível no PSP: O sistema para gestão estratégica Geplanes. Uma ferramenta no minímo fantástica! E aqui, do ponto de vista técnico e também de negócios.

O Geplanes automatiza muitas e muitas tarefas de planejamento e gestão. Se utiliza de conceitos de WEB 2.0 para aplicar metodogias consagradas no mundo da governança como construção de BSC, Swat, RACI, planejamento de metas, auditorias e estratégia de gestão. Foi desenvolvido para a Fundação Ezequiel Dias pela empresa belo horizontina LinkCom. Roda sob a plataforma JAVA e banco de dados PostgreSQL (Dá-lhe Postgresssss!!!!). Quem é da governança vai adorar o sistema que já está disponível no PSP.

Bem pessoal, no mais foi isso mesmo, o evento teve um bom Café no início e no final, além de um público interessante. Sucesso ao Geplanes nessa nova caminhada e se precisarem, contratem a LinkCom, afinal é uma empresa que tem olhos para todas essas questões.

Até mais.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A óbvia teoria da Escadinha Musical

Sobre música, uma das teorias que inventei, tenho e sempre defendo é a que chamo carinhosamente de "Escadinha Musical".

A "Escadinha Musical" nada mais é que os passos quais um indivíduo precisa seguir musicalmente ao longo de sua vida para não terminar como mais um repulsivo e irritante apreciador de rebolations, bondes do tigrão e musics cars irritation sounds.

Para vocês terem uma idéia da veracidade e aplicabilidade desta teoria afirmo-lhes que em 100% das vezes que analisei uma pessoa que gosta de Calipso ou Funk cheguei a mesma conclusão. O cara está lá ouvindo um Chico Rei e Paraná e eu, despistadamente, começo lhe fazer perguntas sobre sua história de ouvinte musical e, quando menos espero, descubro que o motivo é sempre o mesmo: A pessoa não galgou algum dos fundamentais degraus da escadinha.

Bom, mas o que vem a ser está bendita escada?

Exemplificando, vamos tomar por base aquele seu primo de 13 anos que do dia para noite, por causa de um amigo mais velho provavelmente, resolveu ser o fã número 1 de Dimmu Borgir (trash/heavy metal). Este garoto com certeza absoluta não gosta de ouvir isso! Ele não poderia estar gostando de ouvir isso no momento pois pelas leis da "Escadinha Musical" neste momento ele deveria estar ouvindo no máximo Legião Urbana.

A "Escadinha Musical" tem o objetivo de elevar o bom gosto do indivíduo pouco a pouco, amaciando seus ouvidos e preparando sua mente para todas as fases de amadurecimento de ouvinte.

Em geral, ali pelos 13-14 anos começa-se ouvindo Engenheiros do Hawaí, Legião Urbana, Cássia Eller e Capital Inicial. Têm-se que começar por aí ou algo do genêro. Este seria o primeiro degrau. Antes disso o cara só tem ouvidos para apreciar o que está em alta nas nossas rádios FM. E em geral, nunca é nada de bom.

Quando ele enjoar do Renato Russo, tiver decorado todas as músicas do "Como é que se diz eu te amo" 1 e 2.. ou já estiver enjoado de todos os acústicos da MTV ele começa a pensar em algumas coisas mais internacionais.

No segundo degrau vemos normalmente para os meninos o Nirvana, o Guns N´Roses, o Queen e para alguns mais avançados o Black Album do Metallica. Neste ponto também o vício em Iron Maiden vem naturalmente para qualquer lado. Aqueles com "tendências" (rsrsrs) se perdem neste segundo degrau e pulam para uma outra escada na qual existem degraus que desconheço mas sei que são compostos por Britney Spears, Lady Gaga, Madonna, Adam Lambert e toda essa péssima música comercial.

Paralela ainda a esta escada comercial têm-se também os que entram na que chamo de "Fase Malhação". A "Fase Malhação" é composta de degraus fáceis de subir ou descer pois são altamente enjoativos e é composta de NX Zero, Tokyo Hotel, CPM22, Restart, Banda Cine, enfim..

Quando não aguenta-se mais a melancolia do Kurt Cobain, a viadagem do Freddy Mercury e a gritaria do Axl Roses vai-se para o terceiro degrau.

No terceiro degrau você pode alternar entre a escada punk rock ou a escada heavy metal. Mas não se preocupe, de um jeito ou de outro é necessário passar pelas duas para ir para o quarto degrau. Neste ponto com um pouco mais de conhecimento a pessoa já passa a ouvir numa vertente Street Buldogs, Dead Fish, Ratos de Porão, NOFX, The Clash e outros punks interessantes. Na outra vertente o cara normalmente se apaixona por Black Sabbath, Ozzy, Pantera, Dio dentre tantos outros e, pouco a pouco, começa a descobrir o que hoje chamamos de Heavy Old School. Muitos acham tão interessante esse degrau que simplesmente param de subir a "escadinha" e ficam pra sempre ouvindo isso.

No quarto degrau o indivíduo passa a apreciar mais a música e começa a correr atrás de sons. Nesse momento, os clássicos começam a despencar na cabeça e tudo que já foi feito de bom no mundo é ouvido. O quarto degrau marca como ferro quente! Led Zeppelin para alguns, AC/DC para outros, Extreme pra você, Go go Dolls para elas, Aerosmith para eles, ABBA para eles/elas, The Smiths para os estranhos, Sepulta para os revoltados, Crisium para os mais revoltados ainda e até Cradle of Filth para os mais infelizes. O quarto degrau é o Pop não Pop do mundo do rock. Aqui você aprende a ouvir e apreciar o que é bom e o que não é de fato!

No quinto degrau você descobre que o mundo não é só feito de Rock e outros clássicos. É no quinto degrau que você percebe que Scorpions não é o que o seu pai falava, vê que Creedence é muito melhor que você supunha e que o Jimmi Hendrix era um bosta na guitarra. No quinto degrau você pode até cismar de ouvir Bob Marley ou se perder nas virtuosidades do Angra, na atitude do Viper antigo ou quem sabe alguma banda indie/underground que está por aí. O que importa é que no quinto degrau você já escolhe o que ouvir. Nesse ponto a música é feita pra você e não você para a música. Quando você aprende selecionar bandas realmente e vira expert nisso o sexto degrau é o próximo.

No sexto degrau você entende o que é bom pra você e aí começa a formar seu estilo musical. Muitos cismam com cult´s bands como Cidadão Quem, Los Hermanos, Cordel do Fogo Encantando, Gram e Clap! (há o Clap!). Você pode também desenvolver um péssimo e apurado gosto por The Cramberries, Belle And Sebastian, Radio Head e outras bandas chatas metidas a criativas que passam na MTV. Pode se especializar no metal bem feito como Primal Fear, Destruction, Tristania (credo), Blind Guardian e Anthrax. E aí vai.. no sexto degrau você faz seu estilo.

Bem, o último e sétimo degrau é peculiar.

No sétimo degrau nada mais te agrada como antigamente. Todas as bandas e músicas que você ouviu e decorou ao longo de tantos anos são agora apenas músicas. Aquela sensação de completude que você sentia quando ouvia Legião Urbana, ou logo mais quando ouvia Fear of The Dark pela primeira vez, ou quando ouvia Rebirht do Angra, depois Back in Black, depois Dia Especial... enfim... clássicos tem fim! No sétimo degrau você vive a procurar sons que realmente lhe agradem pra sentir novamente aquelas sensações antigas. A música nesse nível passa a ter pra você forma, conteúdo, cheiro, nostalgia, analogia, sentimento e técnica. Onde para cada uma dessas características foi preciso galgar um dos degraus e aprender a apreciar:

A "Escadinha Musical" lhe mostra que uma música para ser ouvida de forma completa precisa, de sete pontos e para cada ponto um degrau é necessário ser passado:

1º degrau - Sentimento
2º degrau - Forma
3º degrau - Cheiro
4º degrau - Conteúdo
5º degrau - Técnica
6º degrau - Analogia
7º degrau - Nostagia

No sétimo degrau você normalmente começa a ouvir a verdadeira MPB, descobre Sivuca, Cartola, Tom Jobim, qualquer maldito, o Clube da Esquina e até  bandas regionais desconhecidas que lhe fazem bem. Não venham questionar a ausência do Chico Buarque, do Djavan, do Caetano Veloso, Gilberto Gil e semelhantes. Somos brasileiros, estes não fazem parte da escada - estão implícitos no nosso código genético.


Bom.. agora que vocês já conhecem mais uma das minhas loucuras e teorias espero que se posicionem! Em que degrau da "Escadinha Musical" vocês estão?

Obviamente essa teoria não procede em alguns casos mas é aplicável a grande maioria. Observem e percebam!

Eu já vou indo
Sem parar e dando tchau
Ficando aqui o até breve
do alto do meu sétimo degrau...