domingo, 8 de agosto de 2010

Um pouco da minha relação com o álcool

Já dizia há muitos e muitos anos o filósofo:
"Quem nunca ficou bêbado e cismou com uma história mentirosa que atire a primeira pedra!"

Medeiros não é um lugar onde temos muitas opções de lazer, o que não quer dizer que não nos divertimos naquele lugar. Pelo contrário. Medeiros lhe dá a incrível oportunidade de criar suas próprias diversões. Contudo, muitas vezes a criatividade falta e é nesse momento que o álcool entra em nossas vidas.

Eu poderia enumerar aqui diversas e diversas ocasiões que ficaram registradas na minha história, onde bêbado  fiz o que não deveria ou, vi gente fazer o que não deveria também. Aquelas atitudes que você toma totalmente inconsciente, atitudes loucas onde você não é você. Comer baratas vivas, vomitar uns nos outros, pular de barrancos, saltar em arbustos, defecar em varandas alheias e outras coisas mais que prefiro não citar.

Em geral gosto de pensar que existem duas personalidades em mim quando bêbado fico. Uma representada por um Cinirinho capetinha, aquele dos filmes que fica no seu ombro sugerindo maldades. E a outra, um Cinirinho anjinho que fica preso em uma jaula lá no fundo das masmorras da consciência gritando no escuro quase inaudível. Não vou ficar aqui relatando histórias dessa categoria pois não quero vocês rindo mais de mim do que já o fazem, no entanto hoje, particularmente vou dividir uma dessas histórias bizarras que acabei por gravar na forma de podcast sem querer querendo.

Quem me conhece sabe que quando estou bêbado eu fico muito feliz! Dou muita moral pro tal do Ciniro capeta quando ele diz coisas do tipo:

 "HHeeeyy Sr. Ciniro!! Muahahaha! Você já está bêbado, não aguenta mais nem uma gota de álcool, que tal fazer uma loucuuuuura!?"

"Claro Sr. Ciniro capeta! O que vamos fazer dessa vez!? Muahahaha!"

E lá no fundo da minha consciência, preso e abandonado o Ciniro anjo ajuizado fica gritando: "Não! Não faça isso Sr. Ciniro..."

As situações acontecem, fogem do controle, você vai para casa e no fim de tudo acorda no outro dia quase sempre muito arrependido. Dependendo do nível de arrependimento dá até pra classificar o tipo de ressaca sofrida. A ressaca física que deixa com dores de cabeça, no estômago e outros sintomas clássicos. E a famosa ressaca moral, que leva alguns dias mais para passar. Aquela onde você fica com a consciência pesada sempre pensando "Putz! Porque fui fazer aquilo!?"

Bem, certo dia eu e uns amigos resolvemos ir para o alto de uma serra que fica bem próxima a Medeiros, lugar bonito de onde dá pra ver um horizonte vasto. Sem nada para fazer, nos acompanhou na ocasião um litro de Vodka. Depois de conversar, se embebedar, rir muito e até relembrar cantando por horas a incrível canção já esquecida do brinquedo "Macaco Tremilique" [1] resolvemos ir para a chamada "Pedra". A "pedra" é um lugar inventado no alto desta serra onde nada mais existe além de uma pedra (?). Bem, isso  não importa. O que importa é que no pé da serra existe uma pequena mata e sentado sobre esta pedra eu bêbado iniciei uma viagem fértil pelo mundo da minha imaginação. Peguei o celular de um amigo e então, jornalísticamente, comecei a gravar um podcast que trata da incrível história de como os açougueiros de Medeiros entraram em atrito com a população de cachorros da cidade. Complexo não? Eu sei, não tem nada haver. Mas ficou muito engraçado e assim, fazedor de gracinhas que sempre fui, não vou despediçar esse aúdio em alguma pasta perdida aqui do meu computador. Compartilho com vocês então a...

história da clareira, dos açougueiros, dos cachorros e muito mais

Antes de terminar gostaria só de esclarecer que não sou um bebedor de todo fim de semana, muito menos de todos os dias. Pra falar a verdade eu quase nunca bebo. Nunca fui muito apreciador da sensação de ficar fora de mim. Mesmo assim, como acontece (já aconteceu ou vai acontecer) com 99% das pessoas, em certas situações isso ocorreu. Logo, se alguma vez você me viu nessa situação eu peço, por favor, não compartilhe o momento com o resto dos internautas na área de comentários abaixo.

Grande abraço e não bebam antes de dirigir!

[1] NOTA: Eu iria colocar o link para vocês verem do que se tratava o "Macaco Tremilique". Entretanto não encontrei nada na internet, tão pouco no youtube, referente ao saudoso símio. A canção qual me refiro tocava na TV na propaganda de um brinquedo que tinha o tal do "Macaco Tremilique" como personagem principal e era muito boa. Assim, aproveitando esse post cheio de aúdios fiz uma singela e pequena gravação onde interpreto em voz e violão a música. Confira então, Ciniro Nametala interpretando divinamente totalmente acústico o tema de Macaco Tremilique.

Música tema de Macaco Tremilique


Letra pra você acompanhar

O macaco tremilique
vez em quando tem chilique
pula o galho com cuidado
pelo número do dado


Mas vê se não desequilibra 
quando chega a sua hora
o macaco tremilique
treme tudo e vai embora


Macaco Tremiliqueee...



[ATUALIZAÇÃO EM 3/12/2015 ÀS 23:58]
Séculos depois de que escrevi esse post, numa das passeadas pela internet, me deparo com a ex-extinta propaganda do Macaco Tremilique! Não é mentira! Ele existiu. Vejam a partir do segundo 59:


Como se não bastasse ainda encontro o brinquedo pra vender no mercado livre. A internet é uma maravilha. E, para finalizar, sobre a história dos cachorros e dos açougueiros, eu e uns amigos de fato andamos alguns quilômetros pela serra (inclusive dentro da mata) a procura da tal clareira. Essa não encontramos. Um álbum de fotos que mostra a caminhada pode ser visto no meu facebook.

5 Comentários - :

Gregório disse...

Eu acho que o Ciniro capetinha já te dava conselhos muito ants de você começar a beber...

Luciano Freitas Junior disse...

Primeiramente concordo com o comentário acima.
De certa forma me identifico com esse post já que tenho um "passado" (não muito distante). Não bebo nada desde setembro de 2008 e me sinto bem em relação a isso, mas uma coisa é certa: tenho menos histórias pra contar. Com história ou sem história a minha saúde agradece.

Silloty disse...

Comentário sobre Parágrafo antes do podcast:

Ciniro + alguns amigOs + Vodka + Pedra e o q mais importava era a mata? Sei não viu... kkkkkkk

Sem falar quando diz "Comer baratas vivas, vomitar uns nos outros, pular de barrancos, saltar em arbustos, defecar em varandas alheias E OUTRAS COISAS MAIS QUE PREFIRO NÃO CITAR".

#PIADAPRONTA

Valter disse...

Tenho que lembrar de ouvir essa história quando tiver tonto, acho que rolo no chão rir.

ADALBERTO disse...

Eu sei onde fica a famosa clareia e realmente tem uma gaiola gigante la, mas nao é pra prender cachorros eles colocam é os ossos la e vendem pra alguem que nao sei dizer que é, tontura hein....

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