terça-feira, 20 de abril de 2010

Evento: Balanço do Portal do Software Público e lançamento da solução Geplanes

Além de muitas outras coisas, o bom de participar de uma comunidade na internet é que sempre estão ocorrendo eventos interessantes e você acaba por conhecer muita coisa boa. Uma dessas comunidades interessantes e que recomendo é o CATIR, no qual se insere o já famoso Portal do Software Público Brasileiro. Estive hoje em um evento organizado por esta e vou aqui fazer um breve relato a vocês.

O evento realizado no Bairro São Lucas em Belo Horizonte, no Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais (SINDIFOR) tinha como objetivo apresentar o atual estágio do projeto do Portal do Software Público (PSP) e na sequencia fazer o lançamento da solução para gestão estratégica Geplanes da software house LinkCom.

Por Nazaré Bretas, Cordenadora de Sistemas e Interoperabilidade do Ministério do Planejamento, a palestra inicial mostrou um balanço dos últimos três anos de projeto PSP. O portal que já conta com 39 softwares livres nada mais é do que um repositório de softwares interativo, onde o usuário cadastrado pode baixar e utilizar sob licença GPL qualquer ferramenta e na sequencia auxiliar no aprimoramento das soluções. Todas estas lá disponíveis exigem que uma comunidade ativa exista, com o intuito de sempre estar-se melhorando os produtos oferecidos. Ela comentou que já são 70 mil usuários cadastrados e claro, rastou muita mala de coisas que provavelmente não são tão contundentes assim. 

Eu acho a idéia do PSP fantástica! E conheço bem o processo de utilizar o PSP como também o de submissão de um software ao portal. Como ela bem colocou na apresentação só existem três requisitos para que um sistema seja elevado ao título de Software Público:
1 - Possuir comunidade ativa;
2 - Funcionar (ela não explicou bem o que vem a ser esse "funcionar");
3 - Condizer com as normas de licenciamento GPL.

Momento de perguntas na apresentação

EU, apesar de ser um fã assumido de softwares com bons efeitos visuais de "penteadeira", "brilhos", janelas que saltam, "xurenhennsss" e "tcharannnsss", quem é da computação sabe que software não é apenas interface e "livre". De longe esses deixam de ser os requisitos essenciais de um bom software. Além do bom código-fonte, um bom software precisa essencialmente agregar valor ao negócio, ao contexto no qual o mesmo coexiste. E claro, ser tecnicamente bem construído.

Em geral, já testei algumas das ferramentas disponíveis no PSP. Já conversei também com várias pessoas que fizeram o mesmo. E todas sempre tem a mesma impressão final: Pouca qualidade técnica na construção dos mesmos. Sempre fiquei intrigado com isso, até o dia de hoje. Obtive a resposta quando vi que para alçar um sistema ao PSP não se é feita uma avaliação TÉCNICA. Perguntando a Cordenadora sobre essa questão obtive a seguinte resposta:

(xiitismo open source mode = on)
"Acreditamos no poder da comunidade livre! O software livre é uma força transformadora! Mesmo que o software seja ruim, se funcionar ele poderá ser melhorado ao longo do tempo!" 

Eu até concordo quando ela diz que o software pode ser melhorado ao longo do tempo, mas dispor num canal tão importante um software sem qualidade na esperança que o mesmo melhore... pode ser também um tiro no pé. Vejam bem, não estou lançando críticas ao projeto em si, mas na forma pela qual se constroí o mesmo. Exceto por alguns excelentes projetos como o CACIC, BrOffice, Ginga, i-Educar, MDArte e outros, em uma analogia, percebe-se que o governo trata o portal como se fosse essas entregas de casas populares ao povo. Constroí-se qualquer coisa só porque quem isso quer, provavelmente, nada disso teve antes. E em seguida, vendem a idéia como se tivessem descobrido a cura do câncer!

Não se pode garantir que um software será melhorado apenas pelo fato do mesmo possuir comunidade livre. O sistema pode ser descontinuado, pode ser difícil conseguir suporte adequado e tudo o mais. Inclusive quando também foi indagada por outro ouvidor da palestra sobre o modelo de suporte destes sistemas ela respondeu dizendo que o melhor e único suporte eram as comunidades. Agora vejam bem, no próprio PSP existe uma área para cadastro de prestadores de serviço. Não seriam estes os melhores prestadores de suporte? Digo, em nível profissional de atendimento?

Creio que todos esses problemas seram resolvidos brevemente com a implantação do novo projeto de qualidade em software do governo, o 5CQualiBR (http://www.softwarepublico.gov.br/5cqualibr/xowiki/). Este sim é um projeto qual eu admiro. É interessante como o governo brasileiro tem aberto os braços para a questão da tecnologia, adoro isso. A palestrante não falou muito mais coisas além de vender demais o peixe do PSP, puxar saco de políticos locais e de figuras do mundo "Open Source Governamental". No fim foi uma boa apresentação.

Dando continuidade ao evento foi apresentada a mais nova solução disponível no PSP: O sistema para gestão estratégica Geplanes. Uma ferramenta no minímo fantástica! E aqui, do ponto de vista técnico e também de negócios.

O Geplanes automatiza muitas e muitas tarefas de planejamento e gestão. Se utiliza de conceitos de WEB 2.0 para aplicar metodogias consagradas no mundo da governança como construção de BSC, Swat, RACI, planejamento de metas, auditorias e estratégia de gestão. Foi desenvolvido para a Fundação Ezequiel Dias pela empresa belo horizontina LinkCom. Roda sob a plataforma JAVA e banco de dados PostgreSQL (Dá-lhe Postgresssss!!!!). Quem é da governança vai adorar o sistema que já está disponível no PSP.

Bem pessoal, no mais foi isso mesmo, o evento teve um bom Café no início e no final, além de um público interessante. Sucesso ao Geplanes nessa nova caminhada e se precisarem, contratem a LinkCom, afinal é uma empresa que tem olhos para todas essas questões.

Até mais.

domingo, 18 de abril de 2010

O 2º melhor momento do futebol esse ano

Entrar de salto alto em campo é pedir pra encravar na grama...

Depois do clássico Palmeiras X Santos e o famoso "armeration" eu, sinceramente, achei que não veria nada mais tão sarcástico numa comemoração de gol no futebol brasileiro neste ano do que aquilo. Foi prazeroso ver o metido Robinho soltar fumaça pelas "venta" ao ver as suas queridas dancinhas de comemoração pateticamente "remedadas" pelos jogadores do porco.

Bom, graças a Deus, ledo engado meu, as chacotas não pararam aí.

Hoje tive o prazer, a satisfação e a grande alegria de assistir o jogador Alessandro do Ipatinga, após marcar um golaço e DESCLASSIFICAR AS MARIAS da final do campeonato mineiro, correr pra torcida celeste, levantar as mãos e CHACOTAR de forma cruel as meninas.

Braços cruzados, punhos fechados e dedos do meio AGRESSIVAMENTE levantados!
Símbolo mor da respeitada e temida TOG (Torcida Organizada Galoucura).

Logo após o ocorrido, o melhor foi ainda assistir o jogador Welligton Paulista, atacante cruzeirense, dar xilique, apelar e ir tirar satisfação com o carrasco do jogo. Que em resposta, indecentemente pra alegria da massa deu uma risadinha amigos.. uma risadinha.. daquelas debochadas ao limite.

O juíz (claro, como todos nitidamente perceberam) comprado que era, expulsou injustamente o jogador de campo. O que de nada adiantou pois o Tigre, merecidamente, mandou elas pra casa com o rabo de raposa frouxa entre as pernas. E agora, mudou o vice-campeão mineiro deste ano. Vai ser o Ipatinga mesmo :)

Vejam as fotos do ocorrido a seguir:

Depois do gol, Alessandro faz o símbolo da TOG pra elas



Depois do xilique do his-té-ri-coooo W. Paulista ele dá um debochada risada na cara dele

Eu teria aqui muitas coisas para falar sobre o que penso desse jogo e o atual futebol em Minas, no entanto, vou-me indo. Mas antes, só quero deixar registrado aqui outro grande FAIL da raposa. 

O Cruzeiro em geral está sempre usufruindo dos serviços de juízes corruptos, comprando posições em rankings estranhos, influenciando pesquisas com artifícios maliciosos e claro, comprando a mídia desonesta (ele precisa fazer isso pra se manter). E o site mais tendencioso e comprado que conheço é o queridinho dos celestes, GLOBO ESPORTE. Aquele que sempre que as marias perdem gosta de ressaltar o conceito por eles criado de "mistão". O "mistão" (pra quem não conhece o termo) nada mais é do que o nome dado ao time do Cruzeiro quando o atacante Kleber está ausente. Este é mais um artifício pra livrar elas das vergonhas constantes, mas não tem funcionado muito ultimamente. E dessa vez, em mais uma mancada, foi junto pro buraco este COMPRADO E TENDENCIOSO sitezinho que pratica um péssimo jornalismo esportivo. Enfim.. vejam por vocês mesmos e reflitam. Notícia do início do ano:


AMIGOS.. SÓ POSSO TER PENA...
SAUDAÇÕES FINALISTAS ALVE-NEGRAS...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A óbvia teoria da Escadinha Musical

Sobre música, uma das teorias que inventei, tenho e sempre defendo é a que chamo carinhosamente de "Escadinha Musical".

A "Escadinha Musical" nada mais é que os passos quais um indivíduo precisa seguir musicalmente ao longo de sua vida para não terminar como mais um repulsivo e irritante apreciador de rebolations, bondes do tigrão e musics cars irritation sounds.

Para vocês terem uma idéia da veracidade e aplicabilidade desta teoria afirmo-lhes que em 100% das vezes que analisei uma pessoa que gosta de Calipso ou Funk cheguei a mesma conclusão. O cara está lá ouvindo um Chico Rei e Paraná e eu, despistadamente, começo lhe fazer perguntas sobre sua história de ouvinte musical e, quando menos espero, descubro que o motivo é sempre o mesmo: A pessoa não galgou algum dos fundamentais degraus da escadinha.

Bom, mas o que vem a ser está bendita escada?

Exemplificando, vamos tomar por base aquele seu primo de 13 anos que do dia para noite, por causa de um amigo mais velho provavelmente, resolveu ser o fã número 1 de Dimmu Borgir (trash/heavy metal). Este garoto com certeza absoluta não gosta de ouvir isso! Ele não poderia estar gostando de ouvir isso no momento pois pelas leis da "Escadinha Musical" neste momento ele deveria estar ouvindo no máximo Legião Urbana.

A "Escadinha Musical" tem o objetivo de elevar o bom gosto do indivíduo pouco a pouco, amaciando seus ouvidos e preparando sua mente para todas as fases de amadurecimento de ouvinte.

Em geral, ali pelos 13-14 anos começa-se ouvindo Engenheiros do Hawaí, Legião Urbana, Cássia Eller e Capital Inicial. Têm-se que começar por aí ou algo do genêro. Este seria o primeiro degrau. Antes disso o cara só tem ouvidos para apreciar o que está em alta nas nossas rádios FM. E em geral, nunca é nada de bom.

Quando ele enjoar do Renato Russo, tiver decorado todas as músicas do "Como é que se diz eu te amo" 1 e 2.. ou já estiver enjoado de todos os acústicos da MTV ele começa a pensar em algumas coisas mais internacionais.

No segundo degrau vemos normalmente para os meninos o Nirvana, o Guns N´Roses, o Queen e para alguns mais avançados o Black Album do Metallica. Neste ponto também o vício em Iron Maiden vem naturalmente para qualquer lado. Aqueles com "tendências" (rsrsrs) se perdem neste segundo degrau e pulam para uma outra escada na qual existem degraus que desconheço mas sei que são compostos por Britney Spears, Lady Gaga, Madonna, Adam Lambert e toda essa péssima música comercial.

Paralela ainda a esta escada comercial têm-se também os que entram na que chamo de "Fase Malhação". A "Fase Malhação" é composta de degraus fáceis de subir ou descer pois são altamente enjoativos e é composta de NX Zero, Tokyo Hotel, CPM22, Restart, Banda Cine, enfim..

Quando não aguenta-se mais a melancolia do Kurt Cobain, a viadagem do Freddy Mercury e a gritaria do Axl Roses vai-se para o terceiro degrau.

No terceiro degrau você pode alternar entre a escada punk rock ou a escada heavy metal. Mas não se preocupe, de um jeito ou de outro é necessário passar pelas duas para ir para o quarto degrau. Neste ponto com um pouco mais de conhecimento a pessoa já passa a ouvir numa vertente Street Buldogs, Dead Fish, Ratos de Porão, NOFX, The Clash e outros punks interessantes. Na outra vertente o cara normalmente se apaixona por Black Sabbath, Ozzy, Pantera, Dio dentre tantos outros e, pouco a pouco, começa a descobrir o que hoje chamamos de Heavy Old School. Muitos acham tão interessante esse degrau que simplesmente param de subir a "escadinha" e ficam pra sempre ouvindo isso.

No quarto degrau o indivíduo passa a apreciar mais a música e começa a correr atrás de sons. Nesse momento, os clássicos começam a despencar na cabeça e tudo que já foi feito de bom no mundo é ouvido. O quarto degrau marca como ferro quente! Led Zeppelin para alguns, AC/DC para outros, Extreme pra você, Go go Dolls para elas, Aerosmith para eles, ABBA para eles/elas, The Smiths para os estranhos, Sepulta para os revoltados, Crisium para os mais revoltados ainda e até Cradle of Filth para os mais infelizes. O quarto degrau é o Pop não Pop do mundo do rock. Aqui você aprende a ouvir e apreciar o que é bom e o que não é de fato!

No quinto degrau você descobre que o mundo não é só feito de Rock e outros clássicos. É no quinto degrau que você percebe que Scorpions não é o que o seu pai falava, vê que Creedence é muito melhor que você supunha e que o Jimmi Hendrix era um bosta na guitarra. No quinto degrau você pode até cismar de ouvir Bob Marley ou se perder nas virtuosidades do Angra, na atitude do Viper antigo ou quem sabe alguma banda indie/underground que está por aí. O que importa é que no quinto degrau você já escolhe o que ouvir. Nesse ponto a música é feita pra você e não você para a música. Quando você aprende selecionar bandas realmente e vira expert nisso o sexto degrau é o próximo.

No sexto degrau você entende o que é bom pra você e aí começa a formar seu estilo musical. Muitos cismam com cult´s bands como Cidadão Quem, Los Hermanos, Cordel do Fogo Encantando, Gram e Clap! (há o Clap!). Você pode também desenvolver um péssimo e apurado gosto por The Cramberries, Belle And Sebastian, Radio Head e outras bandas chatas metidas a criativas que passam na MTV. Pode se especializar no metal bem feito como Primal Fear, Destruction, Tristania (credo), Blind Guardian e Anthrax. E aí vai.. no sexto degrau você faz seu estilo.

Bem, o último e sétimo degrau é peculiar.

No sétimo degrau nada mais te agrada como antigamente. Todas as bandas e músicas que você ouviu e decorou ao longo de tantos anos são agora apenas músicas. Aquela sensação de completude que você sentia quando ouvia Legião Urbana, ou logo mais quando ouvia Fear of The Dark pela primeira vez, ou quando ouvia Rebirht do Angra, depois Back in Black, depois Dia Especial... enfim... clássicos tem fim! No sétimo degrau você vive a procurar sons que realmente lhe agradem pra sentir novamente aquelas sensações antigas. A música nesse nível passa a ter pra você forma, conteúdo, cheiro, nostalgia, analogia, sentimento e técnica. Onde para cada uma dessas características foi preciso galgar um dos degraus e aprender a apreciar:

A "Escadinha Musical" lhe mostra que uma música para ser ouvida de forma completa precisa, de sete pontos e para cada ponto um degrau é necessário ser passado:

1º degrau - Sentimento
2º degrau - Forma
3º degrau - Cheiro
4º degrau - Conteúdo
5º degrau - Técnica
6º degrau - Analogia
7º degrau - Nostagia

No sétimo degrau você normalmente começa a ouvir a verdadeira MPB, descobre Sivuca, Cartola, Tom Jobim, qualquer maldito, o Clube da Esquina e até  bandas regionais desconhecidas que lhe fazem bem. Não venham questionar a ausência do Chico Buarque, do Djavan, do Caetano Veloso, Gilberto Gil e semelhantes. Somos brasileiros, estes não fazem parte da escada - estão implícitos no nosso código genético.


Bom.. agora que vocês já conhecem mais uma das minhas loucuras e teorias espero que se posicionem! Em que degrau da "Escadinha Musical" vocês estão?

Obviamente essa teoria não procede em alguns casos mas é aplicável a grande maioria. Observem e percebam!

Eu já vou indo
Sem parar e dando tchau
Ficando aqui o até breve
do alto do meu sétimo degrau...